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05/08/2021 - Pecuária

Abater a "precocinha" que não emprenha é bom negócio


Criadores que investem pesado na suplementação de novilhas jovens Nelore com o objetivo de “desafiá-las” para a vida reprodutiva em idade precoce (12-14 meses), não raro se questionam sobre a viabilidade financeira da empreitada. Não é para menos: o investimento é alto para se obter índices de prenhez que costumam oscilar entre 60% e 70% para essa categoria. E as que não emprenham geralmente ficam na fazenda para ser emprenhadas aos 24 meses. Daí, para qualquer direção que se olhe, a conta não fecha.

“O custo para essa fêmea parir somente aos três anos será extremamente alto. Da mesma forma, se somarmos todo o investimento feito em nutrição e dividirmos pelas que emprenharam aos 14 meses, também temos um custo elevado. É um gargalo da suplementação de ‘precocinhas’ ”, afirma Gustavo Rezende Siqueira, pesquisador da Apta – Agência Paulista de Tecnolgia dos Agronegócios, de Colina, SP.

Para desatar este nó, pesquisadores da instituição fizeram um experimento confinando essas fêmeas. O trabalho teve dois objetivos principais: avaliar a viabilidade da suplementação na recria, inserindo a estratégia no sistema de produção como um todo, e o efeito do tempo de confinamento sobre as características produtivas (ganho de peso, ganho em carcaça e eficiência alimentar) das jovens novilhas Nelore. Berço do boi 777, a Apta-Colina se dedica há anos a estudos de prenhez e engorda de fêmeas, e já testou diferentes raças e níveis de suplementação no cocho.

Nos últimos três anos, intensificou os estudos com a categoria. “Para emprenhar uma fêmea comercial – não a de um programa de melhoramento –, é preciso um aporte nutricional mais pesado na recria. Esse investimento só compensa se as vazias forem para o abate em condições de obter valorização próxima da do macho”, diz.

Assista a entrevista AQUI

Por Renato Villela
Fonte: Portal DBO




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