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18/11/2021 - Outros

Anúncio da China e dos EUA na COP26 pressiona o agronegócio brasileiro


Duas linhas da declaração conjunta assinada por Estados Unidos e China durante a COP26 (Conferência do Clima de Glasgow), na semana passada, colocam o agronegócio brasileiro sob pressão.

Os dois países, os maiores parceiros comerciais do Brasil, se comprometeram a "apoiar a eliminação do desmatamento ilegal global" via importações - um objetivo que atinge em cheio as exportações agrícolas do país.

A China responde por cerca de 30% das vendas do Brasil, sobretudo de matérias-primas.

Se Pequim decidir exigir certificação ambiental da soja ou da carne brasileiras, o setor terá urgência em acelerar a rastreabilidade da cadeia, que permite identificar se determinado produto não foi cultivado sobre áreas desmatadas ilegalmente.

A declaração sino-americana na COP26 alega que "a eliminação do desmatamento ilegal global contribuiria significativamente para o esforço de atingir as metas do Acordo de Paris".

Washington e Pequim ressaltam que "pretendem se engajar" no tema "por meio da aplicação efetiva de suas respectivas leis de proibição de importações ilegais".

"O fato de o Brasil ter apresentado na COP26 a meta de redução de 50% das emissões de gases de efeito estufa até 2030 e atingir a neutralidade de carbono até 2050, e do outro lado a China e os Estados Unidos assinarem uma declaração como essa, só reforça a visão de que a agricultura brasileira tem que se descolar do desmatamento ilegal", frisa Rodrigo Lima, sócio da consultoria especializada Agroícone.

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Por Lúcia Müzell/rfi
Fonte: UOL




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