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30/04/2021 - Soja

Apesar de ainda altos, preços no Brasil estão pressionados pela queda do dólar


O mercado da soja fechou o pregão ontem (29/4) em queda e com baixas de 9,25 a 15,25 pontos. O vencimento julho, que é o mais negociado, valendo US$ 15,02 e o setembro, US$ 13,56 por bushel. Segue o movimento de correção dos preços e esta já é a terceira sessão consecutiva de perdas para a oleaginosa na CBOT. 

No Brasil, o dólar voltou a cair, fechou o dia com 0,47% de queda e R$ 5,34, o que ajuda a segurar, mesmo que ligeiramente, o ímpeto de alta nos preços da soja brasileira. Mais do que isso, os prêmios estão em suas mínimas em sete anos, o que ajuda, por outro lado, a atrair a demanda. 

As indústrias norte-americanas estão de olho na soja do Brasil e o mercado já investiga os rumores de vendas de seis barcos de produto brasileiro com embarque junho, segundo informações apuradas pela Agrinvest Consultoria. Na semana passada, mais notícias como esta já circulavam pleo mercado, inclusive com um embarque já tendo sido feito. 

"Atualmente, a conta está muito viável, uma vez que os basis (prêmios) no interior dos EUA estão subindo rápido", explica Marcos Araújo, analista de mercado da consultoria.

Apesar disso, segundo explica Vlamir Brandalizze, e apesar de patamares ainda bastante elevados, os valores observados no mercado nacional já se mostram cerca de até R$ 4,00 por saca mais baixo do que os da semana anterior no interior e nos portos do país.

"Os preços que trabalhavam na casa de R$ 185,00 na posição maio/junho na semana passada, voltaram à casa dos R$ 180,00  e com pouca pressão do comprador efetivamente. Então, o preço recuou em reais pela queda do dólar e também com o recuo dos prêmios. É o momento da calmaria, poucos negócios, mas ainda com bastante soja para ser negociada", explica o consultor da Brandalizze Consulting. 

Do mesmo modo, a pressão do lado dos vendedores também é menor agora, uma vez que os produtores aguardam por preços melhores para voltarem a participar mais efetivamente do mercado. 

Para a soja da safra 2021/22, as referências base porto, também na posição maio/22, chegaram a bater entre R$ 165,00 e R$ 166,00, mas voltaram para perto de R$ 160,00, também sentindo a pressão do câmbio, ainda segundo Brandalizze. 

"O mercado segue ainda com excelentes cotações, mas se o clima continuar favorecendo o plantio nos EUA poderia pressionar mais ainda as cotações por lá", complementa o consultor. 

MERCADO EM CHICAGO
Na Bolsa de Chicago, as cotações continuam pressionadas pelas previsões indicando condições melhores para o clima nos Estados Unidos nas próximas semanas, com elevação das temperaturas e chuvas mais bem distribuídas, além de chegarem em melhores volumes. 

De outro lado, o mercado permanece encontrando suporte, no curto prazo, nos ajustados estoques de soja nos Estados Unidos, enquanto a demanda - inclusive interna norte-americana - permanece bastante aquecida. No ambiente global, o cenário também é muito ajustado e continua sendo pilar importante de suporte aos preços.

O comportamento da demanda chinesa também permanece no radar dos traders, principalmente porque as margens de esmagamento no país estão ruins neste momento, como explica a Agrinvest, tanto para a soja importada do Brasil, como dos EUA. 

O boletim semanal de vendas para exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgado nesta quinta trouxe dados bem alinhados com as expectativas do mercado para soja e derivados da oleaginosa tanto da safra velha, quanto da nova. 

Na semana encerrada em 22 de abril, as vendas semanais de soja foram de 292,5 mil toneladas, enquanto o mercado esperava algo entre o cancelamento de 100 mil e vendas de 200 mil toneladas da temporada 2020/21. O México foi o principal comprador da soja americana. 

Com esse volume, o total já comprometido pelos EUA chega a 61,119,4 milhões de toneladas, contra 38,90 milhões do ano passado neste mesmo período. O USDA estima as exportações 2020/21 de soja em, 62,05 milhões de toneladas. 

Da safra nova, as vendas foram de 439 mil toneladas, sendo a maior parte para a China. O mercado esperava algo entre 200 mil e 500 mil toneladas.  

Por Carla Mendes 
Fonte: Notícias Agrícolas - http://tempuri.org/tempuri.html




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