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04/01/2022 - Clima

Após quebras e prejuízos na safra, estados do Sul pedem apoio ao Governo

Estiagem no Sul do país deve causar prejuízos bilionários nos cultivos de soja, milho e outras culturas

Os secretários da Agricultura de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul solicitaram apoio do Governo Federal diante dos impactos da falta de chuva na região. Nesta segunda-feira (03/01), em reunião virtual com o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SPA/Mapa), Guilherme Soria Bastos Filho, os políticos apresentaram os cenários e as demandas.

Alguns dos pontos em questão foram a renegociação de dívidas e agilidade no pagamento do seguro agrícola para os produtores rurais. “A nossa solicitação principal para o Ministério da Agricultura é a criação de um crédito emergencial para aqueles produtores que perderam sua fonte de renda”, destacou o secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, Altair Silva.

A média atual de precipitações nas regiões Extremo Oeste, Oeste e Meio-Oeste de Santa Catarina é de, respectivamente, 20, 31 e 46 milímetros - sendo que o esperado para o período seria uma média em torno de 150 mm. A principal preocupação do setor produtivo é a quebra na safra de milho, que deve impactar diretamente as cadeias produtivas de carne e leite.

O secretário do estado catarinense explica que, no Extremo-Oeste, a colheita de milho esperada deve ter uma redução de até 50% e a expectativa da safra estadual já está sendo reduzida. “Nós esperávamos uma safra voltando à normalidade, com 2,7 milhões de toneladas colhidas. Já estamos revendo esses números e talvez nossa colheita não passe de 1,9 milhão de toneladas, o que atinge diretamente o setor produtivo de carnes e leite, sem contar o prejuízo dos produtores de grãos”, ressaltou.

De acordo com o Governo do Estado, Santa Catarina conta com 67 municípios com decretos de emergência publicados ou em vias de publicação e 1.500 famílias rurais que perderam sua fonte de renda devido à estiagem até o momento.

Segundo o secretário da Agricultura e Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, os prejuízos calculados são bilionários, principalmente na soja, milho e feijão: “nós trabalhávamos com uma colheita de 21 milhões de toneladas de soja, hoje, já reduzimos a expectativa para 13 milhões de toneladas e esse quadro tende a piorar”.

No milho, o cenário é ainda pior. O estado pretendia colher 4,2 milhões de toneladas e reduziu a estimativa para 2,4 milhões de toneladas. São 144 municípios paranaenses com decretos ou sinalizando fazer decretos de emergência. No Rio Grande do Sul, são 110 municípios afetados.

Fonte: Globo Rural

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