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14/09/2021 - Soja

Até quando Alemanha continuará importando soja do Brasil?


Agricultores alemães alimentam seus animais com soja brasileira, barata e boa, mas cultivada em detrimento da floresta tropical. Eleições na Alemanha e no Brasil trarão mudanças? Em 1989, o agricultor Wilhelm Eckei tomou uma decisão que levou seus vizinhos e colegas a declará-lo completamente louco. Ele se preparava para assumir a propriedade da família na região alemã de Sauerland e sonhava com um tipo diferente de agricultura, queria mais sustentabilidade, mais atenção ao bem-estar dos animais, sem antibióticos, sem ração de fora.

E assim se tornou o primeiro agricultor na Alemanha a adotar o programa Neuland, de criação respeitando os animais. Pode-se dizer que foi o primeiro fazendeiro orgânico do país.

“Na época, começaram as críticas sobre a criação de animais em estábulos, as vacas e os porcos nem viam a luz do dia, e queríamos seguir um caminho diferente, mas com crescimento cada vez maior. Ainda bem que não chegaram aos nossos ouvidos todas as fofocas do vilarejo na época, certamente fomos bastante criticados”, diz Eckei, hoje com 59 anos, rindo.

Mudança nas redes de supermercados
Atualmente os 280 suínos e 35 bovinos da propriedade são criados da maneira adequada às espécies, com bastante movimentação. Os porcos caminham sobre palha e as vacas pastam no campo verde. A cada dia, os ovos das mil galinhas são vendidos diretamente na propriedade. Os 800 frangos, como os demais animais, são abatidos num açougue da região.

Eckei, inicialmente ridicularizado como exótico, deu início a um movimento ecológico que nem mesmo os supermercados baratos recusam mais. “Aldi e Lidl agora também acreditam que o consumidor quer ter no prato algo produzido de maneira alternativa.” Afinal, hoje, um em oito agricultores na Alemanha pratica a agricultura orgânica.

Produção própria de ração
Isso inclui a produção local da ração dos animais, e não com soja do Brasil, para cujo cultivo se desmata a floresta tropical. Eckei explica a receita de sua mistura de proteínas: “Favas, ervilhas, grãos, batatas e farelo de colza. Prensamos a colza para obter o óleo, e as sobras vão para a ração do gado.”

A agricultura convencional, por outro lado, continua usando a soja do Brasil porque a ração importada é mais barata. “A soja da América do Sul até que é uma ração muito boa, o fazendeiro consegue criar seus porcos com pouco dinheiro”, reconhece Eckei. Em contrapartida, a produção lhe consome tempo e dinheiro, e os custos adicionais são repassados ​​ao consumidor.

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Por Deutsche Welle
Fonte: IstoÉ Dinheiro




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