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12/01/2021 - Pecuária

Boiada gorda entra em 2021 na crista da onda


O ano de 2021 abriu favorável para quem tem lotes de boi gordo disponíveis para venda. Neste início de janeiro, os preços da arroba têm registrado firmeza nas principais praças pecuárias do País, com tendência altista. A conjuntura é praticamente a mesma que ditou o movimento de subida nas cotações durante boa parte do ano passado: oferta reduzida de boiadas prontas e, ao mesmo tempo, a grande necessidade dos frigoríficos em anteder os compromissos de entrega de carne bovina, sobretudo ao mercado externo.

Segundo apurou a Scot Consultoria, ontem (11/01), das 32 praças pecuárias monitoradas pela empresa, o boi gordo subiu em 21 delas, com destaque para o Sudeste de Rondônia, no Norte do País, e a região de Goiânia (GO), onde, na comparação com a sexta-feira (8/01), os preços subiram R$ 9,50/@ e R$ 6/@, respectivamente, ou variação positiva de 4% e 2%.

Em São Paulo, ainda de acordo com a Scot, a arroba do boi gordo e da vaca gorda registrou alta diária de R $2/@, enquanto o preço da novilha gorda para abate teve acréscimo de R$ 3/@. Com isso, as categorias estão apregoadas, respectivamente, em R$ 279/@, R$262/@ e R$ 270/@, preços brutos e à vista. “Negócios envolvendo novilha gorda para abate chegaram a ser firmadas com o mesmo preço da arroba do boi gordo”, destaca a consultoria.

Na avaliação da IHS Markit, no mercado físico, a demanda pela carne bovina se mantém firme num patamar “aparentemente considerado acima do normal para a época do ano”. “Algumas plantas frigoríficas continuam bastante pressionadas pela necessidade de complementar as suas escalas de abate, que são curtas e registram várias falhas entre algumas regiões do País”, observa a IHS.

Neste contexto, continua a consultoria, as indústrias que foram em busca da matéria-prima nesta segunda-feira foram, em muitos casos, obrigadas a elevar os preços que ofereciam para garantir um volume mínimo de compras de boiada gorda, sobretudo no caso de lotes maiores.

Giro pelas praças
No Mato Grosso, informa a IHS Markit, as altas nos preços do boi gordo vêm sendo mais frequentes que nas demais regiões pecuárias brasileiras. Tal movimento se deve ao fato de que muitas plantas frigoríficas do Estado já vinham operando com elevado grau de capacidade ociosa. As regiões mais críticas neste aspecto, relata a IHS, parecem ser Barra do Garças e Rondonópolis, onde as escalas de abate atendem entre 3 e 4 dias úteis.

No Mato Grosso do Sul e em Goiás, os preços dos animais terminados também se mostraram mais firmes nesta segunda, apesar da maior lentidão nas efetivações de novos acordos, de acordo com a IHS. Nessas regiões, a oferta de boiadas continua escassa.

Em Minas Gerais, o mercado aumentou o volume de negócios realizados ao mesmo tempo em que compradores trabalham com preços mais firmes, observa a IHS.

Em SP, assim como na região Sul do País, ambas as pontas do mercado ficaram fora dos negócios nesta segunda-feira, devido à ausência de volume mais significativo de operações, de acordo com apuração da IHS Markit.

Fora do eixo Centro-Sul, destaque para o ambiente firme de preços nos Estados do Pará e Rondônia. A dificuldade na compra de animais terminados em volumes maiores segue impulsionado as indicações de preços. Nas demais praças pecuárias, os preços registraram estabilidade neste primeiro dia da semana.

Firmeza também no atacado
No atacado brasileiro, as vendas de carne bovina durante o último final de semana foram consideradas medianas, ou seja, dentro da expectativa para uma primeira quinzena de mês de janeiro, de acordo com a IHS. A movimentação de negócios é suficiente para manter os preços dos principais cortes estabilizados, observa a consultoria.

Por Denis Cardoso
Fonte: Portal DBO - http://tempuri.org/tempuri.html





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