Notícias

06/01/2022 - Soja

Brasil leva vantagem na exportação neste início de ano, com oferta, câmbio e qualidade


Um conjunto de fatores coloca a soja brasileira em vantagem no mercado internacional em relação à norte-americana neste início de 2022: dólar valorizado ante o real, maior teor de proteína, frete marítimo mais barato que nos Estados Unidos e, principalmente, a previsão de uma colheita antecipada no Brasil. Segundo consultores e analistas do mercado ouvidos pelo Broadcast Agro, os problemas climáticos que vêm sendo observados na América do Sul não são desconsiderados mas também não alteraram, pelo menos até o momento, a situação de maior competitividade da soja nacional.

"Desde o início de agosto (de 2021), quando se criou a expectativa de um plantio antecipado no Brasil, todo mundo previu que o calendário de soja seria antecipado em comparação a 2020. O importador chinês se preparou para desacelerar a aquisição do grão futuro e comprar da mão para boca no mercado disponível a soja de 2021/22", disse o diretor da Pátria Agronegócios, Matheus Gomes Pereira. "Os chineses estão contando que terá mais oferta de soja em janeiro. Muitos navios estão a caminho do Brasil para embarcar em janeiro, fevereiro", corroborou o consultor Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.

Produtores norte-americanos costumam exportam mais soja de outubro a dezembro e, em menor proporção, em janeiro, tendo em vista que a maior parte da safra brasileira começa a chegar ao mercado, de fato, a partir de fevereiro. Em 2022, entretanto, a perspectiva no fim do ano era de que o volume do grão a ser colhido em janeiro no Brasil seria considerável, conforme a Agroconsult. Em evento de fim de ano da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o presidente da consultoria, André Pessôa, apresentou estimativa de que na primeira quinzena de janeiro seriam colhidas 6,5 milhões de t da oleaginosa, muito acima das 700 mil t colhidas em igual período de 2021. Do total, esperava-se que 68% viria de Mato Grosso. Contudo, os trabalhos ainda não começaram em virtude de chuvas em regiões produtoras do Estado.

Para a segunda quinzena de janeiro, a Agroconsult previu 18 milhões de t de soja colhidos, acima dos 6,4 milhões de t retirados na segunda quinzena de 2020 e também dos 14,2 milhões de t da safra 2018/19. Para a primeira quinzena de fevereiro, a perspectiva era de colheita de 26,8 milhões de t de soja, ante 17 milhões em igual mês de 2021 e 25 milhões em janeiro de 2019.

As atualizações sobre as condições climáticas na América do Sul, por enquanto, não mexeram com os prêmios pagos pela soja brasileira, de acordo com o analista de mercado da IHS Markit, Aedson Pereira. Segundo ele, as recentes e sucessivas altas dos futuros da soja em na Bolsa de Chicago (CBOT) e o receio de perdas no campo têm deixado vendedores retraídos, reduzindo a liquidez e levando compradores a não mexer nos prêmios. Contudo, ele considera a possibilidade de a China recorrer à soja norte-americana no curto prazo, a depender de quando a soja brasileira começar a ser colhida.

Continue lendo AQUI

Por Clarice Couto
Fonte: Broadcast AGRO




Mantenha-se atualizado com o Agro KLFF

Cadastre-se e recebe diariamente as novidades do mercado

2016 Portal KLFF. Todos os direitos reservados.

Termos de uso. Política de privacidade.