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19/08/2021 - Pecuária

Carne bovina brasileira avança fortemente na China e faz concorrência comer poeira


De janeiro a junho deste ano, o Brasil elevou em sete pontos percentuais a sua participação nas importações globais da China de carne bovina, saltando para 38%, ante 31% observado em 2018, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira, 18 de agosto, pelo Rabobank, banco de origem holandesa.

Entre os principais fornecedores mundiais da proteína vermelha, o Brasil foi o que mais avançou em território chinês, seguido pela Argentina, cuja participação saltou de 17% para 22%, considerando o mesmo intervalo de comparação.

Chama a atenção o tombo da Austrália, que, no período de janeiro a junho de 2021, respondeu por apenas 7% das importações totais de carne bovina da China, enquanto em 2018 essa participação era de 17%.

Os Estados Unidos é outro país que vem ganhando participação no comércio de carne bovina à China, mas ainda está bem longe dos seus principais concorrentes – respondeu por apenas 5% das entregas totais entre janeiro e junho deste ano, ante 1% verificado em 2018.

Terceiro maior fornecedor mundial de carne vermelha ao mercado chinês, o Uruguai registrou queda de participação este ano, recuando para 14% no primeiro semestre deste ano, frente a fatia de 21% registrada em 2018.

Dado o limitado potencial de crescimento da produção chinesa de carne bovina, nos próximos anos, as importações globais precisarão desempenhar um papel cada vez mais importante no atendimento ao crescimento da demanda pela proteína vermelha no gigante asiático, aponta o relatório do Rabobank.

“Esperamos que a China continuará importando carne bovina em ritmo constante nos próximos anos”, ressalta o banco.

Na visão dos analistas do Rabobank, os países da América do Sul continuarão a dominar as importações de carne bovina da China, favorecidos sobretudo pelos baixos custos de produção e pela ampla variedade de produtos capazes de atender a diferentes nichos do mercado chinês.

Atualmente, a carne bovina importada pela China já chega a 25% da oferta total da proteína no país asiático. “Espera-se que essa participação aumente de forma constante nos próximos anos, alcançando 30% em 2025, o equivalente a 2,5-2,7 milhões de toneladas”, estima o Rabobank.

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Por Denis Cardoso
Fonte: Portal DBO




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