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23/07/2021 - Pecuária

Chegou aos 45 do 2º tempo na seca sem comida para o gado? Saiba o que fazer


O Giro do Boi exibiu ontem (22/7) entrevista com o engenheiro agrônomo Fabiano Pessatti, coordenador técnico do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) de Mato Grosso do Sul, para iluminar o difícil caminho de quem não se preparou para uma seca tão severa quanto a que se anuncia para 2021.

Além do período mais longo de estiagem, esta estação seca traz um desafio mais específico desta vez. “Esse ano o principal desafio vai ser a disponibilidade de insumos. O preço do milho subiu consideravelmente e vem puxando também os outros insumos, não só para o concentrado, mas de volumoso também está sendo puxado a partir desta variação. Isso encarece também os valores do boitel, está encarecendo o valor do confinamento e subindo um pouco mais o valor de arrendamento de pasto nesta época do ano. Então o produtor tem que fazer muita conta antes de tomar qualquer decisão, não tomar decisão de cabeça quente, fazer conta, avaliar quais são as oportunidades que ele tem na região dele e avaliar qual o melhor custo x benefício”, ponderou Pessatti.

O coordenador indicou o que o produtor que ainda não elaborou sua estratégia deve fazer a partir desse momento. “Primeiro, fazer um raio-x da atual situação, avaliar o que você está tendo de expectativa, às vezes até readequar esta expectativa em relação a produtividade e buscar as alternativas que existem na região”, considerou.

“Dependendo da região, essa alternativa será arrendamento de pasto, boitel, fazer a terminação intensiva a pasto (TIP) ou, na pior da hipóteses, você terá que vender animais. Na pior das hipóteses, aquele produtor que chegou aos 45 do segundo tempo, a seca já está lá e ele tem que tomar a decisão e não tem muito mais tempo para planejar e se organizar, nesse caso o pecuarista vai ter que reduzir a lotação da propriedade, reduzir o número de animais dentro da propriedade para reduzir aquela pressão por comida”, alertou.

“Nesse caso, o produtor vai precisar fazer, na pior das hipóteses, a venda dos animais mesmo sem eles estarem preparados para comercialização ainda, perdendo um pouco no valor, mas sem tomar um prejuízo maior lá na frente”, sustentou.

A busca por fontes alternativas de alimentos para o gado na entressafra varia conforme a localidade da fazenda, de acordo com o agrônomo. “Ele pode estar buscando outras fontes de alimentos, como sorgo. Produtores mais perto da região de São Paulo podem buscar bagaço de laranja, já os que estão perto da divisa com Mato Grosso têm o DDG, WDG… Então você pode estar buscando outras alternativas também que não sejam somente o milho”, listou.

Mais informações e assista a entrevista AQUI

Fonte: Giro o Boi/Canal Rural 




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