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11/11/2021 - Pecuária

China mantém embargo porque quer carne mais barata, avalia Rabobank


Importadores de carnes em geral estão impondo barreiras comerciais travestidas de barreiras sanitárias como forma de pressionar preços e defender seu mercado doméstico. A análise é de Wagner Yanaguizawa, especialista em proteína animal do Rabobank, e explica tanto as barreiras da Arábia Saudita ao frango brasileiro quanto a demora da China em reativar as importações de carne bovina, interrompidas desde 4 de setembro, o que levou a uma queda de 49% das exportações brasileiras do produto em outubro. O banco apresentou nesta quarta (10/11) suas perspectivas para o agronegócio em 2022.

Yanaguizawa afirmou que todos os fundamentos são positivos para o retorno rápido das exportações para a China, já que os protocolos foram cumpridos, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) confirmou que os casos de EEB (vaca louca) no Brasil são atípicos e o governo brasileiro se propôs a conversar, mas os chineses parecem estar mandando um recado: “o que de que os preços estão muito caros e nós queremos preços melhores.”

O analista acrescentou que o preços em dólar por tonelada da carne brasileira vendida à China, aumentou 29% em setembro na comparação com os valores de janeiro. “Eles estão importando mais do Brasil e mais caro. Em um cenário de preços de carne suína mais baixos no mercado local e demanda pressionada pelos casos de coronavírus, os chineses têm logicamente interesse em comprar carnes mais baratas”, disse Yanaguizawa.

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Por Eliane Silva
Fonte: Globo Rural




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