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15/10/2021 - Milho

Choque de preços de fertilizantes ameaça safrinha de milho


O agricultor Antonio Carlos Jacobsen costuma comprar fertilizantes algumas semanas antes de semear seus campos de milho. Com a alta dos preços do insumo, ele decidiu antecipar as compras para a semeadura de março, embora possa ser tarde demais.

“Fomos pegos de surpresa com esses preços nas alturas”, disse o agricultor de 64 anos que planeja plantar 1,2 milhão de hectares de milho segunda safra no nordeste da Bahia. “Pior ainda, há incerteza se esse fertilizante será entregue no prazo”, disse em entrevista.

A situação de Jacobsen não é única entre produtores de grãos no Brasil, e os impactos podem reverberar além das fronteiras. O país é o maior exportador mundial de soja, açúcar e café e fornecedor número 2 de milho, e precisa importar cerca de 80% de suas necessidades de fertilizantes. O aumento dos preços dos insumos e a oferta limitada poderiam reduzir a produtividade do milho no Brasil no próximo ano.

A maior safra de milho do país, ou “safrinha”, é plantada no primeiro trimestre, logo após a colheita de soja. Essa segunda safra de milho poderia ajudar a esfriar as pressões inflacionárias no país, onde os preços ao consumidor sobem no ritmo mais rápido em mais de cinco anos. E também aumentar a oferta global, com alívio para os preços do milho. Usado como ração, os custos mais altos do grão elevam os preços da carne no mundo todo.

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Por Tatiana Freitas e Fabiana Batista
Fonte: Bloomberg Línea




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