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16/08/2021 - Outros

Com olho no futuro, agronegócio se pauta cada vez mais pelas práticas ESG


Agropecuária somente faz sentido nos dias atuais – e justifica sua importância às gerações futuras – se preceitos ancorados no ambiental, no social e na governança forem determinantes das benesses do campo. Sob o prisma ESG, a sociedade cobrará sem trégua o valor da jornada do alimento na sua tomada de decisão.

O setor do agronegócio deve chegar neste ano a um VBP (Valor Bruto da Produção) de R$ 1,1 trilhão, segundo a mais recente estimativa do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Mas conjuntos de colhedoras de soja em fila indiana, na paralela ou em forma da letra V, com plantadeiras de milho logo atrás depositando nos sulcos da terra as sementes da segunda safra – cena que enlouquece qualquer norte-americano e europeu, que têm a sina de apenas um plantio por ano, no cálculo de suas geladas naturezas –, já não bastam para justificar a pujança tropical do agronegócio brasileiro.

É preciso ir além, porque no comando dessas máquinas, na gestão e na operação da engrenagem produtiva há humanos dentro e fora das porteiras manipulando uma paisagem de complexidade superior àquilo que os olhos veem – sua ecologia está baseada na riqueza da microbiota da área cultivada, nas matas, florestas e rios. O mesmo raciocínio vale para as culturas perenes, como café ou frutas, entre outras; para a criação de animais, como bovinos, suínos e aves; e na produção de fibras, celulose ou bioenergias limpas. “Conservação e produtividade têm de ser o nosso mantra”, vem afirmando a ministra Tereza Cristina, do Mapa, nas várias ocasiões em que é instada a se posicionar sobre a sustentabilidade dos sistemas produtivos e os seus impactos sociais e ambientais. A concessão de crédito condicionado à adoção de tecnologias e ESG tende a ser determinante nos Planos Safras.

O Centro de Excelência em Agribusiness da PwC Brasil, empresa de prestação de serviços e de consultoria em cerca de 160 países, e que conta com bases em Cuiabá (MT), Goiânia (GO) e Ribeirão Preto (SP) voltadas ao agronegócio, apresentou em abril o resultado de uma pesquisa intitulada “Importância da Agenda ESG no Agronegócio”. Ela mostra as principais tendências e desafios do setor. “É importante para as empresas serem transparentes em suas práticas e, consequentemente, transformar o que têm de melhor”, disse Maurício Moraes, há 30 anos na consultoria e líder de agribusiness, durante o lançamento da pesquisa. “E também potencializar e diferenciar tudo o que vêm fazendo, trazendo para o consumidor uma visão clara de suas práticas.”

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Por Vera Ondei
Fonte: Forbes




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