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17/06/2021 - Pecuária

Com restrições para produção local, China continuará importando mais proteína do Brasil


A pandemia de Covid-19 e avanço do vírus da peste suína africana no rebanho de porcos da China trouxeram alterações profundas no consumo de carnes da população chinesa, que passou a demandar quantidades cada vez maiores de cortes bovinos e de aves, em substituição aos produtos de origem suína.

Tais mudanças no hábito alimentar serão mantidas mesmo depois de vencidos os problemas gerados pelas duas crises sanitárias, o que manterá o Brasil na linha de frente do fornecimento mundial de proteínas animais para gigante asiático.

Pelo menos é o prevê a experiente analista chinesa de proteína animal do Rabobank China, Pan Chenjun, sediada em Hong Kong, que conversou sobre o tema com Wagner Yanaguizawa, também analista do banco de origem holandesa e representante da instituição no Brasil.

“Com o quadro de escassez de oferta de carne suína no mercado chinês e a disparada nos preços locais dessa proteína, muitos consumidores passaram a consumir mais carne bovina, além de frango”, relata Chenjun.

Para reforçar a previsão de Pan Chenjun, o analista Wagner Yanaguizawa lembrou que, nos últimos anos, o consumo per capita de carne bovina tem apresentado tendência de alta na China, “não só pelo aumento das classes econômicas A e B”, mas também pela explosão dos preços da carne suína (devido à queda brusca na oferta), o que tornou “a carne bovina mais competitiva”.

Há um outro importante fator que justifica a previsão dos analistas de que a China continuará altamente dependente da carne bovina importada, sobretudo do Brasil, o maior fornecedor mundial da commodity ao país asiático.

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Por Denis Cardoso
Fonte: Portal DBO




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