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29/06/2021 - Clima

Como mitigar no campo os efeitos da pior seca em 111 anos no Brasil?


Instituições que desenvolvem estudos sobre os efeitos das mudanças climáticas têm frequentemente relacionado esse processo ao fenômeno que vem sendo anunciado como a pior seca dos últimos 111 anos no Brasil, com consequências mais graves nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, principalmente na geração de energia elétrica e na agropecuária.

Para o pesquisador Carlos Eduardo Pacheco, da área de Solos e Nutrição de Plantas da Embrapa Hortaliças (Brasília/DF), que desenvolve trabalhos envolvendo a mitigação e a adaptação dos sistemas produtivos de hortaliças às mudanças climáticas, essa relação não pode ser ignorada, mas não é a única causa.

“Podemos observar ao longo dos últimos anos que esses fenômenos climáticos extremos como seca ou chuvas torrenciais têm se tornado mais frequentes e mais intensos, ocorrências projetadas em cenários de mudanças climáticas que têm sido estudados e desenvolvidos por aplicação de modelos climáticos já há algum tempo, mas não é possível associar esses eventos de seca tão somente a essas mudanças, a questão é mais complexa”, considera o pesquisador.

Dentro desse raciocínio, ele explica que nos estudos voltados para essa questão são trabalhadas projeções, realizadas por meio de aplicação de modelos treinados para responderem o mais próximo possível daquelas condições que temos no mundo real, mas “nem sempre os cenários projetados vão ocorrer exatamente da forma que foram mostrados, embora na maioria dos casos haja coerência”.

“Um cenário muito bem aceito é o que aponta o aumento de temperatura em todas as épocas nas regiões do País e que pode chegar a cerca de 4,5 graus Celsius, em média, com impactos sobre todos os outros componentes climáticos que se observa no território brasileiro – como consequência, eventos extremos de seca e chuva podem ser observados em regiões específicas e que podem causar, por exemplo processos de desertificação em parte do semiárido e significativa redução dos índices de precipitação na região Norte e aumento da ocorrência de queimadas nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste”, sublinha Pacheco.

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Por Lucas Eurico Simões
Fonte: MoneyTimes




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