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03/12/2020 - Pecuária

Compra cadenciada de boiada acalma mercado e preço recua, porém não muito


As indústrias frigoríficas abriram o dia derrubando os preços do boi gordo em São Paulo, pagando R$ 2/@ a menos na comparação diária, segundo informa a Scot Consultoria. Dessa forma, o animal terminado está apregoado em R$ 273/@ na praça paulista, preço bruto e à vista. Por sua vez, relata a consultoria, as ofertas para vaca gorda recuaram R$ 3/@ nesta quarta-feira (2/11), negociadas em R$ 255/@ (valor bruto e à vista). Para os machos jovens de até trinta meses que atendem o mercado chinês, acrescenta a Scot, as ofertas também recuaram, com negócios em torno de R$ 275/@ (bruto e à vista).

Segundo a IHS Markit, repetindo o comportamento observado nos primeiros dias da semana, o fluxo de comercialização no mercado de boiada gorda continuou cadenciado. “A morosidade de negócios reflete uma maior cautela por parte das indústrias frigoríficas quanto ao ritmo do consumo doméstico de carne bovina”, afirma a consultoria, acrescentando que também há sinais de menor apetite chinês nas compras neste período final do ano.

Diante das disparadas, nos últimos meses, da arroba do boi gordo, muitas plantas frigoríficas estão operando com a capacidade de abate reduzida, uma tentativa de minimizar maiores impactos negativos em suas margens operacionais. “As indústrias, principalmente de grande porte, também limitam o fluxo de suas aquisições de animais prontos para abater por dispor de ofertas oriundas de confinamentos próprios ou do cumprimento de negócios a termo com entrega agendada para este período”, relata a IHS.

Por outro lado, a manutenção do quadro de oferta restrita de gado terminada segue limitando a intensidade das baixas em todo o país e, diz a IHS Markit, “aparece como fator primordial de suporte”.

O mercado não dispõe de grandes volumes de animais terminados a pasto para venda, que devem chegar mais tardiamente nesta nova temporada devido à estiagem prolongada no Brasil. As chuvas voltaram, mas ainda de forma muito irregular, o que também deve tardar os processos de terminação, prevê a IHS.

Giro pelas praças
Segundo levantamento desta quarta-feira apurado pela IHS Markit, entre as praças do Centro-Sul do Brasil, novos ajustes negativos na arroba do boi gordo foram observados nos Estados do Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Paraná.

Nestas praças, muitas plantas frigorificas conseguiram preencher as suas escalas de abate para o começo da próxima semana, observa a IHS. Nessas regiões, os negócios fluíram de forma mais acelerada entre algumas localidades, permitindo novas fixações a preços mais baixos, acrescenta a consultoria.

Na região Norte e Nordeste, o mercado também registrou fraco fluxo de negócios. Os poucos reportes, no entanto, foram fixados a valores mais baixos, visando complementar lacunas nas escalas de abate, informa a IHS.

Um destaque na região seria o Pará, onde a diferença entre os preços do macho e da fêmea diminuiu muito (veja os preços nas principais praças pecuárias do Brasil ao final deste texto). “O custo da vaca acaba sendo mais competitivo para indústria, mas a oferta restrita dificulta os negócios”, analisa a IHS.

Por Denis Cardoso
Fonte: Portal DBO - http://tempuri.org/tempuri.html




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