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28/01/2022 - Soja

Conectividade no campo pode trazer economia de R$ 178 por hectare


Os primeiros registros da agricultura de precisão no Brasil são da década de 1990. De lá para cá, a inovação avançou em ritmo acelerado e expandiu ainda mais com a conectividade. Atualmente, são mais de seis milhões de hectares cobertos com sinal de internet distribuídos em oito estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Maranhão, Piauí, Bahia, Paraná e Rio Grande do Sul.

E o resultado prático disso tudo se traduz em economia ao produtor rural. Prova disso é que estudos da ConectarAgro – associação que busca viabilizar a internet 4G em áreas rurais do Brasil – mostram redução de 178 reais por hectare em custos operacionais em lavouras que contam com esse tipo de tecnologia. De acordo com o membro da entidade, Giancarlo Fasolin, tal suporte ao produtor traz decisões melhores e em momentos mais adequados. “Um técnico, por exemplo, não tem necessidade de ir até o campo para fazer a manutenção de uma máquina. Esse serviço pode ser executado de forma remota, mas, para isso, é preciso conectividade”, explica.

O produtor rural Dario Salvetti, que possui fazenda em Ubiratã, região oeste do Paraná, é um exemplo de homem do campo que utiliza a tecnologia a favor da rentabilidade. Em sua propriedade, o cultivo de soja se estende por três gerações e a aplicação de insumos com taxa variável trouxe ganhos de 20% na produtividade.

“Fizemos a aquisição de máquinas que nos proporcionam uma melhor economia e rentabilidade, como um pulverizador que nos traz economia de 5% por ter o sistema bico a bico”, conta. “Hoje em dia, utilizamos muito a internet em nossa propriedade para fazer os planejamentos de atividades futuras. Após a implantação do plantio, fazemos o monitoramento das lavouras de lote a lote, com imagens via satélite e, assim, podemos acompanhar se há algo de anormal, podendo ir nos pontos específicos para verificação”, completa.

Conectividade: capacitação no uso
O coordenador de difusão agrodigital da Cotrijal, Leonardo Kerber, afirma que imagens de satélite, como as utilizadas por Salvetti, podem ser adotadas em todas as propriedades, sejam pequenas, médias ou grandes. “A maior ou menor adoção das tecnologias está diretamente ligada ao seu entendimento e aos benefícios que ela trará. O produtor é pragmático, então a tecnologia tem de trazer ou maior resultado ou redução de custos”, enfatiza.

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Por Victor Faverin
Fonte: Canal Rural




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