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08/06/2021 - Soja

Demanda chinesa por soja pode ser maior em junho


A importação de soja pela China deve ser particularmente alta em junho, projeta o banco alemão Commerzbank. Em maio, as compras externas da oleaginosa pelo país asiático somaram 9,61 milhões de toneladas, alta de 2,5% na comparação anual, de acordo com dados preliminares do Departamento de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês).

“O período de maio a junho é caracterizado, em qualquer caso, por altas importações, pois grandes quantidades de soja chegam regularmente do Brasil, que agora é o fornecedor mais importante da China”, observa a analista de commodities agrícolas do banco, Michaela Kühl, em comentário diário enviado a clientes.

Em relação a abril, o volume de soja comprado pela China foi 29% maior, crescimento “espantoso”, na avaliação de Michaela. De acordo com a analista, as importações em abril foram menores porque as chuvas atrasaram a colheita e os embarques do Brasil. “Esses efeitos estão desaparecendo agora, com inúmeros navios contendo soja brasileira em processo de liberação alfandegária em seus portos de destino na China”, acrescenta Michaela.

Nos primeiros cinco meses do ano, as compras chinesas foram 12,8% superiores, totalizando 38,23 milhões de toneladas. “Isso ocorre em parte porque os estoques de suínos estão sendo repostos após serem dizimados pela peste suína africana, embora novos surtos continuem gerando incerteza”, comenta a analista do Commerzbank.

Conforme a analista, diante da recuperação do plantel suíno chinês, a demanda por importação de carnes pela China parece estar diminuindo. “Embora 12% mais carne tenha sido importada pela China até agora neste ano, as autoridades alfandegárias chinesas relataram que maio as importações caíram 3,3% em relação ao ano anterior. A situação da oferta realmente diminuiu na China, enquanto os preços domésticos da carne suína caíram mais da metade desde o início do ano”, analisa Michaela.

Vendas de soja brasileira na 1ª semana de junho
As exportações de soja em grão do Brasil seguem aquecidas neste início de mês. Na primeira semana de junho ,em apenas três dias úteis, as vendas do produto somaram 2,4 milhões de toneladas, segundo dados preliminares divulgados pelo ministério da Economia.

A expectativa é para saber se os embarques vão bater novo recorde mensal, como aconteceu em abril e em maio, uma vez que neste início de junho as vendas diárias da oleaginosa seguem em patamares elevados, com 824, 7 mil toneladas. Para 2021, a consultoria Safras & Mercado, projeta um volume nos embarques de 86 milhões de toneladas, consolidando um novo recorde para o Brasil.

Com informações do Estadão Conteúdo
Fonte: Canal Rural - http://tempuri.org/tempuri.html




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