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23/02/2021 - Soja

Dificuldade de escoamento da soja em Mato Grosso causa prejuízo a produtores


Mato Grosso, que é o estado brasileiro com a maior produção de soja, voltou a conviver com a dificuldade de escoamento da safra pelas estradas. A colheita de soja ainda está no começo em Mato Grosso. Até agora atingiu 34,5%. Na região nordeste do estado, um dos principais desafios é transportá-la.

Desde que as chuvas se intensificaram, a BR-158 tem filas de caminhões carregados de soja. Cerca de 2 mil precisam passar por ali por dia. A rodovia tem 800 km em Mato Grosso. Desses, 120 km não são asfaltados porque passam em uma terra indígena.

A construção do trecho contornando a reserva é uma antiga reivindicação do povo xavante, que teme que uma estrada asfaltada na Terra Indígena Marãiwatsédé atraia grileiros. O Dnit traçou um contorno para evitar a travessia pela área. Metade da rota já foi licitada; a outra está em estudo. Mas a obra depende ainda de recursos do orçamento.

A rodovia federal é um dos principais corredores do transporte de grãos de Mato Grosso até os portos do Pará. A lentidão causada pelas más condições da estrada provoca congestionamento no porto de Miritituba, no Pará.

Mato Grosso é o maior produtor de soja do país e a região nordeste do estado produz quase 20% dela. O problema da estrada se arrasta há anos e não acompanha o avanço da produção agrícola. A colheita de soja e o plantio de milho ocorrem ao mesmo tempo. Mas quando esbarram na infraestrutura, o resultado é de perda.

Além do transporte dos grãos, os produtos de soja que vão para mercados internos também têm prejuízo por causa da entrega. Numa indústria de óleo e farelo de soja, que fica ao lado da BR-158, faz uma semana que o pátio está com 40 caminhões parados.

“Está gerando por dia prejuízo na ordem de R$ 1, 5 milhão. Por que é esse prejuízo? Os caminhões estão carregados de produto para levar para os clientes da indústria e não podem trafegar, e a empresa deixa de faturar porque não consegue entregar o seu produto e o prejuízo maior ainda é quando o cliente cancela o contrato porque não recebe o produto. Então, minha gente, o prejuízo aqui é grande”, diz o empresário Ernando Cardoso.

O Dnit e o governo de Mato Grosso declararam que mandaram equipes para abrir desvios e ajudar a desatolar os caminhões.

Fonte: Jornal Nacional - http://tempuri.org/tempuri.html




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