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11/02/2021 - Tecnologia

Distribuidor de adubo diminui a zero o amassamento de plantas


Quando a produtora de Querência-MT, Cassiane Baratto, adquiriu um distribuidor de insumos Z 6.0 MP Agro montado em seu antigo autopropelido, que estava encostado na fazenda, o objetivo era melhorar a performance operacional do cultivo de milho safrinha e soja, além de aproveitar o equipamento obsoleto.

Mas, o que ela não imaginava é que além dos ótimos resultados na distribuição de adubo, houve muita economia de combustível e ainda viu a perda por amassamento da lavoura chegar a zero. “Toco a fazenda junto com meus pais. Sou responsável pela parte de operação de máquinas e desenvolvimento das tarefas, plantio, colheita e aplicação de químicos, inclusive na escolha e compra dos equipamentos”, conta Cassiane.

Tradicionalmente a família da produtora cultiva 600/ha de grão por safra. Mas, com o objetivo de aumentar o plantio para 800/ha no próximo ano, em outubro de 2020 eles optaram por transformar um pulverizador autopropelido 4730 em um distribuidor de insumos. A MP Agro , do interior paulista é pioneira e especializada nesse tipo de transformação feita na própria fazenda. “Nós temos uma linha que se adapta a qualquer modelo de autopropelido do mercado. Com estrutura 100% em aço inox e alta durabilidade, a Linha Z da empresa foi desenvolvido para oferecer ao produtor um solução inteligente e excelente custo benefício, pois permite transformar um maquinário defasado em uma máquina de distribuição a lanço com o que há de mais moderno em tecnologia e altamente produtiva e com todo o suporte de uma equipe especializada”, explica o CEO da companhia, Douglas Peccin.

Menos amassamento, mais soja
Uma das propostas desse modelo é exatamente o fato da diminuição das perdas por amassamento na hora nas aplicações pelo rodado dos equipamentos. Como é preciso fazer um rastro só e utiliza-lo até o final da safra, o estrago na lavoura é bem menor. Estudos com o equipamento da marca mostraram que o ganho é de 4 até 6 sacas de soja por ha. É o que pode comprovar Cassiane. “Com relação a amassamento, o nosso foi reduzido a zero, pois conseguimos utilizar o mesmo rastro da pulverização, que se mantém o mesmo até o final do ciclo da cultura”, aponta.

De acordo com ela, calcula-se que a pulverização causa desperdício de 3 sacos de soja por ha. “Quando você usa um equipamento que precisa fazer um rastro extra teremos o dobro de amassamento então, 6 sacos”, diz. Menos desperdício é então mais dinheiro no bolso do produtor.

Melhora na atividade
Ainda segundo a produtora, o ganho com a compra do equipamento foi de 70% na operação, além de uma economia enorme de tempo. Isso porque o distribuidor de arrasto que antes utilizavam conseguia aplicar os insumos em no máximo 50 hectares por dia. “Hoje isso mudou muito com o distribuidor mais robusto e com maior capacidade. Podemos aplicar até 300 ha diariamente”, destaca. O crescimento é de 500%. 

Além disso, ela conta que aplicando mais em menos tempo houve uma redução enorme de combustível, estimada em 40%. Em uma conta rápida, eles usavam até então um total médio de 30 mil litros de óleo diesel no ano safra, para todas as operações. Na distribuição de insumos era 3 mil litros. Com o preço médio do combustível pago na região da propriedade, R$ 3,89, o gasto era de até R$ 11.670. Agora a expectativa é para que esse valor caiu para pelo menos R$ 4.668, um ganho estimado em mais de R$ 7 mil.

“Com toda essa economia e precisão na adubação esperamos uma safra maior do que a do ano passado, e o lucro obtido encima da economia será aplicado novamente na lavoura, em forma de infraestrutura, e novas máquinas para melhorar cada vez mais o operacional”, comemora a produtora.

Fonte: Jornal Dia a Dia - http://tempuri.org/tempuri.html




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