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19/05/2021 - Soja

Doenças de final de ciclo da soja podem colocar em risco boa parte da produção


Certamente uma das grandes preocupações do produtor rural é com a saúde da lavoura. As doenças, que são inúmeras e variam de acordo com a região, podem resultar em perdas significativas de aproximadamente 20% na produção.

O especialista em manejo de doenças na cultura da soja e do milho, Luís Henrique Carregal, alerta sobre a importância da diagnose correta e o uso estratégico e adequado para o controle das doenças de final de ciclo, as manchas foliares, causadas por Septoria glycines e Cercospora kikuchii.

Carregal chama a atenção do produtor para essas doenças que são ocasionadas por fungos e erros no manejo. “O uso equivocado de produtos químicos, o momento de aplicação e a ausência de outras estratégias de controle estão entre as principais causas das doenças”, explica.

As principais recomendações técnicas para combater a incidência dessas doenças na sojicultura incluem uma série de protocolos que precisam ser seguidos. “Monitoramento constante da lavoura, rotação de culturas, manutenção de cobertura de palha no solo, adubação equilibrada, tratamento de sementes, escolha de variedades e controle químico”, aponta o fitopatologista.

Essas e outras informações serão apresentadas por pesquisadores na segunda live do Circuito Master Meeting Soja 2021, amanhã (20/05), às 18h, horário de Brasília, no canal da Proteplan no Youtube. Além de Luis Henrique Carregal, a programação conta com a participação dos especialistas em doenças da soja, Ivan Pedro e Fabiano Siqueri.

Ivan Pedro explica que essas doenças podem interferir no plantio oferecendo riscos de perdas para o produtor. Para que isso não ocorra, o pesquisador esclarece que toda estratégia de manejo de doenças é pautada em cinco pilares que aborda desde o conhecimento da cultivar, o sistema de cultivo, a escolha correta dos fungicidas, o posicionamento correto desses produtos dentro do ciclo da soja e a aplicação, baseada na tecnologia de aplicação.

Para Fabiano Siqueri, nesse contexto, o debate virtual é uma forma do Circuito Master Meeting Soja levar até o produtor resultados de pesquisas e projeções para a sojicultura. “Informação de qualidade, cautela e atenção podem ajudar o produtor a não ter prejuízos por causa de doenças da soja. Esperamos que o conteúdo que está sendo programado agregue ao produtor, ao técnico e que essas informações sejam já utilizadas na safra 21/22”, afirma.

Por Julianne Caju
Fonte: Grupo Cultivar - http://tempuri.org/tempuri.html




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