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03/08/2021 - Pecuária

Ele começou do zero na pecuária e hoje compartilha segredos para o sucesso


É possível que uma pessoa criada em cidade praiana que nunca teve relação com o campo além de visitar parentes e passar férias se tornar um pecuarista de sucesso? Em entrevista ao Giro do Boi, o produtor rural, empresário, mentor e coach de agronegócio Artur Toledo mostrou que sim. Em sua participação no programa, o produtor lembrou de suas origens e o caminho trilhado para que se tornasse, além de pecuarista, uma referência para quem busca inspiração.

“Eu nasci em Maceió, Alagoas. Eu sou um cara da cidade, da praia, e nunca imaginei que eu ia estar fazendo o que eu faço. Se alguém falasse para mim há dez anos que eu ia estar fazendo o que eu faço, eu ia dar risada porque realmente não era algo que eu pensava”, confessou. “Mas eu tinha ligação com o agronegócio por família. O meu avô tinha fazenda, mexia com gado, plantava cana, eu tenho tios que são agrônomos, tenho uma história de pessoas do agro, mas eu era um cara da cidade. Eu sou biomédico de formação, trabalhei em laboratório e eu nunca imaginei (estar aqui hoje). […] Eu sou a prova de que depois de é possível ter sucesso começando depois de mais de 26 anos, 27 anos de vida, que foi quando eu entrei no agronegócio, fui entender o que era agronegócio. Eu como um cara da cidade que, como a maioria, não fazia nem ideia do que é o tamanho, a magnitude do agronegócio, principalmente no Brasil, que tem o maior potencial”, contou Artur, hoje com 32 anos.

Não era o passado, com o histórico de produtor rural de seu avô, que ligava Artur à pecuária, mas sim o futuro. “Eu vim para São Paulo por motivo de saúde da minha mãe, ela veio fazer um tratamento em São Paulo, eu estava no fim da faculdade e eu vim para cá ajudar. Eu acabei transferindo faculdade para cá, terminei o meu curso aqui, arrumei um bom emprego, tinha uma carreira até promissora dentro do setor (biomedicina) e com 21 anos já tinha cargo de liderança no setor, em um grande laboratório aqui de São Paulo. E quando eu terminei a faculdade, que eu me casei, eu comecei a andar junto com a família da minha esposa. O meu sogro tinha propriedade e eu comecei a andar com ele no interior”, disse.

E foi assim, mesmo sem a necessidade urgente de se reinventar por uma dificuldade financeira ou de mudar bruscamente sua carreira, que Artur descobriu sua vocação.

“Quando eu acompanhei o meu sogro pela primeira vez, despretensiosamente, […] eu não entendia o que era o negócio. Para mim, fazenda era um lugar que eu ia no fim de semana, eu gostava de andar a cavalo, fazer um churrasco, tomar banho de piscina e era só isso. Então eu não fazia ideia do que era o negócio. Então a primeira vez que eu fui com ele, fui para fazer companhia, para dirigir para ele apenas. E ele foi comprar um gado e eu fui junto e eu vi aquilo ali acontecendo e ele começou a me explicar. […] ‘Eu vou levar e vou vender por tanto’. E eu pensei: ‘nossa, é assim que funciona?’ Porque eu não fazia a menor ideia. Como a maioria das pessoas, eu achava que você comprava uma vaca e um touro e um dia vai ter um bezerro, mas tem toda uma cadeia produtiva dentro da pecuária, tem mil possibilidades”, descobriu.

DICAS
Mas os passos firmes na pecuária de corte deram segurança para que Artur conciliasse a gestão da pecuária e da carreira como comunicador no agro. Antes de encerrar sua participação, o produtor deu as dicas para quem deseja seguir caminho similar ao seu, sobretudo ingressando no setor em um momento tão peculiar.

“Uma coisa muito importante desse momento bom é que a pessoa acaba até se iludindo e entra no setor porque agora está bom. Mas em tudo aquilo que você faz porque agora está bom, você está atrasado. Então está bom para quem já estava na atividade, para quem já estava preparado, para quem estava com as coisas bem feitas. O cara que está entrando agora tem que tomar muito cuidado para não meter o pé pela mão. […] Muitas vezes o investidor quer fazer bem feito, coloca dinheiro em algo que não dá retorno, pelo menos não agora, e está sempre pensando no curto prazo. O cara que entra agora, entra no curto prazo. E ele coloca dinheiro em coisas que vão dar retorno a longo prazo. E a pecuária tem que ser pensada a longo prazo. Ela tem altos e baixos. Você está no topo e o negócio está muito bom agora, […] mas que ao longo do tempo vai cair, subir, cair e subir. E o importante é a média. […] Então o produtor entra no negócio, compra e em trinta dias vê o dinheiro dele desvalorizar e se desespera. Nesse desespero, ele vende barato para se desfazer porque ele acha que vai cair mais, mas daqui para o fim do ano volta de novo. Mas tudo isso quem tem um planejamento sabe, quem se preparou, quem fez o seu silo, quem comprou o seu proteinado antes do tempo, deixou estocado, essa pessoa tem uma condição tranquila e vai ficar até o fim do ano. E quem entrou no desespero porque o negócio está bom, compra, compra e compra e vê o insumo subir, o preço do milho, do arame, de tudo, ele quer sair antes que piore. Aí ele realiza o prejuízo e vende tudo, perde dinheiro e diz ‘esse negócio de boi é conversa, não dá dinheiro, não, bem que meu avô falava que esse negócio de boi é perda de tempo’”, ilustrou.

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Fonte: Giro do boi/Canal Rural 




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