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22/06/2021 - Outros

Embrapa e empresa suíça lançam produto biológico para controlar lagarta-do-cartucho


Um produto biológico que tem em sua composição um vírus que infecta e causa a morte da principal praga de muitas culturas agrícolas – a Spodoptera frugiperda ou lagarta-do-cartucho – e não apresenta riscos para a saúde humana ou para o meio ambiente está sendo lançado pela Embrapa e pela empresa suíça Andermatt Biocontrol, grupo presente em mais de 60 países.

O produto biológico é à base de baculovirus, um tipo de vírus específico que causa a morte somente de insetos e não causa danos em microrganismos, plantas, mamíferos e vertebrados. De acordo com as empresas, a eficácia do produto na mortalidade das lagartas chega a 100%, se corretamente utilizado e posicionado conforme experimentos conduzidos.

Este será o primeiro lançamento global de um produto biológico com tecnologia Embrapa desenvolvido em parceria com uma empresa privada, com origem na Suíça, e com uma rede de atuação em diversos países. No Brasil, a Andermatt Biocontrol tem sede em Curitiba (PR).

O produto foi registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para o controle da lagarta-do-cartucho, principal praga do milho, capaz de reduzir a produção dessa cultura em mais de 50%, e pode ser usado em diversos cultivos, tais como soja, sorgo, algodão, arroz, pastagens e hortaliças.

O pesquisador Fernando Hercos Valicente é o desenvolvedor e responsável pela tecnologia na Embrapa Milho e Sorgo. Segundo ele, a grande vantagem é que o produto não afeta o meio ambiente e não intoxica aplicadores, entre outras vantagens.

"Não mata os inimigos naturais das pragas (insetos benéficos), não polui rios e nascentes e não deixa resíduos nos alimentos a serem vendidos nos supermercados, contribuindo para uma melhor sustentabilidade e melhor qualidade do produto a ser disponibilizado para os consumidores”, destaca.

Dicas para eficácia
Os biodefensivos à base de baculovírus têm melhor ação quando as lagartas são pequenas, desde recém-nascidas até no máximo quanto atingem, em média, um centímetro de comprimento (para a lagarta-do-cartucho).

“O posicionamento no campo é essencial para causar a mortalidade desejada e é dependente da região e do início de ataque da lagarta-do-cartucho”, pondera.

Valicente destaca que o produto deve ser ingerido pelos insetos para fazer efeito, por via oral, causando a mortalidade. “Dessa forma, a pulverização deve respeitar esse fator de ingestão por parte do inseto e a operação precisa ser bem feita. Os baculovírus não possuem ação de contato. Podem ser feitas aplicações a UBV (Ultrabaixo Volume) desde que com os equipamentos adequados. Serão iniciados testes para a pulverização com drones em soja e algodão”, adianta.

Mais informações AQUI

Fonte: Globo Rural 




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