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06/07/2021 - Milho

Etano de milho: combustível é opção para produtores


Ele já foi visto com desconfiança, mas hoje o etanol de milho é uma realidade no mercado brasileiro de biocombustíveis. No lugar de ser um concorrente do etanol de cana, o produto se mostrou um complemento para a produção principalmente na entressafra.

Em um mercado em transformação, com pressões cada vez maiores pelo fim da utilização de combustíveis fósseis, o etanol de milho se torna uma alternativa promissora e o setor vem crescendo. De 37 milhões de litros na safra de 2013 e 2014, o volume passou para 1,67 bilhão de litros em 2019 e 2020 e deve chegar a 8 bilhões de litros em 2027 e 2028.

Tradicional no mercado norte-americano, a produção por aqui começou a despontar em 2015. Hoje, o biocombustível já responde por 8% do mercado de etanol no Brasil, de acordo com a União Nacional do Etanol de Milho (Unem) e com a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Na próxima safra (2021/2022) o produto pode chegar a 10% de um volume que corresponde a 33 bilhões de litros.

As principais usinas estão situadas na região Centro-Oeste, principalmente no estado de Mato Grosso, o maior produtor do cereal. É lá também onde estão os maiores investimentos.

Além disso, a FS Bioenergia, maior produtora do setor no país, quer se tornar uma empresa com emissão negativa de carbono na atmosfera e investiu R$ 250 milhões em um projeto para isso.

Milho deve ocupar 20% do mercado de biocombustíveis até 2030
Guilherme Nolasco, presidente executivo da Unem (União Nacional do Etanol de Milho), afirma que o etanol de milho não tem a pretensão de ser protagonista no mercado de etanol, mas projeta uma ampliação para os próximos anos. "Teremos uma participação cada vez mais relevante para manter a oferta de etanol no período da entressafra", diz. O setor tem projeções para ocupar 20% do mercado de etanol até a safra 2029/30.

Além do etanol, as usinas ainda geram o que o executivo chama de cesta de produtos - o mesmo acontece na destilação do etanol de cana. Segundo ele, cada tonelada de milho processada gera um total de 430 litros de etanol e 300 kg de farelo.

"Como o milho é um cereal muito energético, sobra um farelo proteico que entra na composição da dieta de suínos e bovinos", diz o presidente da Unem. Além disso, as usinas produzem óleo de milho para o biodiesel e nutrição e energia renovável para "exportar" para o sistema nacional.

Ao contrário dos Estados Unidos, onde a fonte de energia das usinas é predominantemente gás natural e carvão, aqui as usinas utilizam biomassa de madeira proveniente de florestas plantadas.

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Por Vinicius Galera
Fonte: UOL




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