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23/12/2021 - Mercado

Etanol como commodity ou comoditização à brasileira? Difícil, mas não impossível


Desde os anos de 1970 e passadas todas as mais importantes fases pós-Proálcool, como a implantação da frota flex e do RenovaBio, e agora com a defesa do seu uso nos veículos elétricos, o etanol não tem ‘vida’ própria no setor sucroenergético.

Não que não seja importante para as indústrias, mas a entrega de safra está sempre sujeita à arbitragem feita com o açúcar. Raríssimas vezes o biocombustível foi a preferência, mesmo quando os preços do adoçante não atingiam valorização expressiva em Nova York.

Além da concorrência dentro do mix da cana-de-açúcar, ainda há o petróleo a balancear as decisões das empresas, e a influência direta da economia que pode desestabilizar o consumo – como o visto este ano, ainda somado à quebra extraordinária da matéria-prima em cerca de 80 milhões de toneladas no ciclo 21/22.

Internacionalmente, o etanol também não tem status de comercialização regular, em volume e mercados, que pudesse ter uma referência de preços – e, principalmente, instrumento de hedge -, promovendo-o, também, ao planejamento mais largo na cadeia.

E se o etanol deixasse de ser um produto praticamente só negociado no spot, tanto no maior mercado consumidor mundial, o Brasil – incluindo os dois tipos, anidro e hidratado -, quanto externamente, a história poderia ser outra?

“Sim”, diz Plínio Nastari, presidente da consultoria Datagro, não sem antes destacar as particularidades do ativo.

A rigor, eis a questão: fazer o biocombustível virar uma commodity, ou alguma coisa parecida, mesmo que fosse apenas no mercado interno, dando maior previsibilidade produtiva (descontando-se as influências climáticas de safras, como qualquer outro produto do agronegócio) e segurança nas negociações futuras, para, ao final, garantir oferta e consumo crescentes na matriz energética.

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Por Giovanni Lorenzon
Fonte: MoneyTimes




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