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10/05/2021 - Milho

Falta de chuvas intensifica incidência da larva alfinete


A larva alfinete é uma praga de grande importância na cultura do milho pelos danos que pode causar e pela ampla distribuição geográfica. Mudanças no sistema de produção de milho, novos híbridos e tecnologias, redução na população de inimigos naturais são fatores que contribuíram para adaptação dessa praga no milho ao longo do tempo. As larvas atacam as raízes das plantas. O prejuízo causado por essa larva tem sido expressivo nos Estados do Sul e em algumas áreas das regiões Sudeste e Centro-Oeste.a larva se alimenta das raízes e interfere na absorção de nutrientes e água, e também reduz a sustentação das plantas. O ataque ocasiona o acamamento das plantas em situações de ventos fortes e de alta precipitação pluviométrica.

Os danos causados em milho no Brasil variam conforme a região e a pressão de ataque da praga. A praga possui potencial de causar perdas elevadas, podendo chegar a até 70% em ataques severos e em situações experimentais. Nos Estados Unidos a larva alfinete causa perda média na ordem de 13%. Em muitas culturas o dano principal está ligado ao consumo de folhas e de brotações novas pelos adultos, que causam redução de área foliar. No entanto, o dano principal no milho está ligado ao ataque das larvas ao sistema radicular. Ataques em fases iniciais, durante o estabelecimento da cultura, podem induzir a morte de plântulas devido às larvas atingirem o ponto de crescimento. 

O método de controle mais usado no Brasil é o emprego de inseticidas químicos aplicados via tratamento de sementes, granulados e pulverização no sulco de plantio.  De acordo com o agrônomo de desenvolvimento de mercado especialista da Bayer, Paulo Garollo, reforça que o dano principal que impactará no grão está ligado ao ataque das larvas ao sistema radicular. "Toda a estrutura da planta vem da sua raiz e se ela é danificada, como acontece com o ataque da diabrótica, o produtor acaba perdendo produtividade, porque ela vai absorver menos nutrientes e recurso hídrico. Neste período inicial, a praga adulta oviposita nas raízes nodais que ficam escondidas sob o solo e após eclosão das larvas, que ocorre em 6 a 8 dias, perfuram, penetram e se alimentam destas raízes, tornando o cultivo debilitado e mais suscetível aos períodos de estiagem, como nesta safra", explica Garollo.

Ainda segundo o especialista, o agricultor não percebe esse dano até o momento em que uma ventania provoca o acamamento do milho, ou seja, a planta tomba, já que não possui raiz para sustentação. Por isso, o controle dessa praga é mais difícil e só é possível identificar que houve ataque quando o cultivo já foi danificado.

Uma alternativa para o controle da larva alfinete no milho safrinha é a tecnologia VT PRO3, desenvolvida pela Bayer. "A semente apresenta duas proteínas voltadas à proteção da raiz do milho contra o ataque da larva de diabrótica e contra as principais pragas aéreas que atacam as folhas, colmo e espiga da cultura. A biotecnologia oferece tolerância ao glifosato, possibilitando um manejo eficiente das plantas daninhas", afirma o especialista da Bayer.

Além disso, neste ano, a Bayer traz ao mercado o VT PRO4®, a nova biotecnologia para milho híbrido. "O produtor brasileiro é o nosso grande parceiro e sabe que os híbridos da Bayer entregam diversos benefícios a ele, especialmente o potencial aumento de produtividade", explica Garollo. "Investimos em pesquisa e desenvolvimento para entregar um portfólio com mais resultados para os desafios de manejo do agricultor."

Por Aline Merladete
Fonte: Agrolink - http://tempuri.org/tempuri.html




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