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11/11/2021 - Outros

Incertezas dentro e fora do país desafiam o agro


Embora o cenário para 2022 aponte que os preços continuarão atraentes nas grandes cadeias produtivas do agro brasileiro, em boa medida porque a demanda internacional tende a continuar aquecida com a retomada das economias, há desafios estruturais e conjunturais nos fronts interno e externo que terão que ser superados para que o setor de fato tenha mais um ano de bons resultados. Em linhas gerais, é o que indica o estudo “Perspectivas para o Agronegócio 2022”, divulgado pelo Rabobank.

Segundo a instituição de origem holandesa, um dos principais pontos de atenção é o futuro da política fiscal do governo federal, que poderá se tornar ainda mais incerta em meio ao clima eleitoral do próximo ano, o que poderá manter o real fortemente desvalorizado em relação ao dólar em 2022 - o que, especificamente no caso do setor, beneficia as exportações, mas eleva custos e pressiona a inflação, com reflexos negativos sobre o consumo doméstico.

Sob essa perspectiva, o Rabobank projeta o dólar encerrando o ano em torno de R$ 5,51, com média de R$ 5,61 para 2022. “É um câmbio que está bastante acima do que poderia ser um valor ‘justo’ diante do fluxo de investimentos que o Brasil recebe”, afirmou Maurício Une, economista-chefe do banco, em apresentação a jornalistas. A percepção do mercado, disse, é que a manobra política em curso para garantir o Auxílio Brasil continuará a pesar no câmbio. O Rabobank projeta inflação de 9,3% em 2021 e de 4,3% em 2022. O controle virá com novas elevações da Selic, que deverá terminar o ano em 9,25% ao ano e chegar a 10,5% ao ano no primeiro trimestre de 2022 - hoje a taxa Selic está em 7,75%.

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Por Rikardy Tooge
Fonte: Valor Econômico




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