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08/07/2021 - Tecnologia

Inteligência artificial na produção rural


Esqueça o cenário bucólico da roça. Nas fazendas brasileiras, a nova rotina é futurista. A tecnologia embutida em máquinas e equipamentos está movimentando todos os setores da cadeia de produção: de tratores, que pensam e tomam direções e decisões, sozinhos, a sensores que medem a umidade do solo, metro a metro, e até "ligam" para o fazendeiro para avisar quando é hora de irrigar parte da plantação.

Nas lavouras, em todo o mundo, mas principalmente na América do Sul, a agricultura de precisão (ou agricultura 4.0) tem terreno fértil para crescer e oferece formas mais ágeis, seguras e econômicas de produzir alimentos.

O mercado global de agricultura de precisão, que se baseia em informações temporais e espaciais associadas a tecnologias para melhorar a produção, é estimado em US$ 7 bilhões em 2021, mas deve alcançar US$ 12,8 bilhões em 2025, alta de quase 83%, apontou uma pesquisa realizada pela empresa norte-americana Market & Markets.

O ritmo de crescimento é de 12,7% ao ano, e os países em desenvolvimento, como o Brasil, Paraguai e Argentina, estão no topo da lista.

Entre os principais motivos que levam à expansão do setor estão investimentos em mecanização, aumento da oferta de mão de obra qualificada e a demanda por alimentos produzidos com menos produtos químicos.

Máquinas regulam quantidade de sementes e pulverização
Os equipamentos embutidos nas máquinas agrícolas podem ser itens de fábrica ou incorporados aos veículos e são capazes de captar informações importantes da lavoura. Sensores fazem uma leitura do terreno, enviam as informações coletadas para um computador de bordo, que analisa tudo, cruza os dados com softwares agronômicos e acadêmicos e, depois, oferecem ao produtor rural alternativas de manejo.

Atualmente, de acordo com a Embrapa Informática, 78% das máquinas agrícolas novas têm ferramentas tecnológicas para auxiliar o produtor na fase de preparo do solo, 72% para a análise de solo, 69% para regulagem automática de equipamentos, 66% para o plantio e para soltar apenas o número certo de sementes, 64% regulam a pulverização, 60% auxiliam na colheita.

Segundo o órgão, 49% das máquinas no campo já têm GPS, que permite ao veículo se deslocar pela lavoura sem a intervenção do piloto, e 36,9% têm piloto automático.

Mais informações AQUI

Por Viviane Taguchi
Fonte: UOL




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