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12/02/2021 - Milho

Liquidez e rentabilidade devem estimular 2ª safra de milho


Mesmo com a janela apertada deixada pelo atraso na colheita de soja, os produtores vão concentrar e avançar o plantio da segunda safra de milho até a noite, devido à rentabilidade e à liquidez da cultura. Essa é a explicação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para justificar o aumento de mais de 3 milhões de toneladas na produção esperada de milho da safra 2020/2021 anunciada ontem (11/2) no 5º Levantamento de Safra, em relação ao anterior, divulgado em janeiro.

O volume passou de 102,313 milhões para 105,481 milhões de toneladas, considerando as três safras anuais, um acréscimo de 2,9% em relação à temporada anterior (2019/2020). A produção estimada só na segunda safra é de 80.076,6 mil toneladas, uma alta de 6,7% na comparação com a safra passada.

“Mesmo com as condições negativas, os produtores não vão deixar de plantar e até devem aumentar a área plantada nesta segunda safra”, diz Maurício Lopes, gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, acrescentando que o segundo ciclo é o mais importante da cultura.

Ele cita como riscos de produtividade desse milho da segunda safra a possibilidade de geadas no Mato Grosso do Sul e Paraná e a seca no Mato Grosso e Goiás, justamente quando os grãos estão em estágio de enchimento. Os quatro Estados são os maiores produtores de milho.

Crescimento da produtividade
Silvio Farnese, diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), também destacou o crescimento da produção e produtividade do milho. Segundo ele, em breve, o volume de milho vai superar o da soja no país.

“Há um grande espaço para crescer na produtividade de milho. Hoje, a média está em 90 sacas, mas, com a genética que estamos trazendo dos EUA, em três ou quatro sacas, o milho vai passar a soja em tamanho de produção porque sua produtividade é muito maior.”

A Conab elevou a estimativa da soja, que está em fase de colheita, em cerca de 200 mil toneladas: de 133,692 milhões para 133,817 milhões de toneladas.

O diretor do Mapa destacou também o crescimento de 75% da área de soja no Rio Grande do Sul, maior produtor de arroz do país. “Devido aos preços do ano passado, esperávamos uma área maior de arroz, mas isso não ocorreu e muita terra que era do arroz foi para a soja.

Segundo Farnese, o dinamismo do setor agropecuário causou o esgotamento de linhas de crédito para investimento porque o produtor sabe que precisa ter mais tecnologia para elevar a produtividade das culturas e sua rentabilidade. O mesmo dinamismo, diz ele, tem levado a iniciativa privada a investir cada vez na abertura de linhas de crédito rural porque percebeu que não há riscos.

Por Eliane Silva
Fonte: Globo Rural - http://tempuri.org/tempuri.html




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