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27/08/2021 - Soja

Lucratividade bruta da soja brasileira deve continuar positiva em 2021/22


A perspectiva de renda para os sojicultores brasileiros na safra 2021/22 indica ganhos, mais uma vez, que deverão ser apenas um pouco abaixo dos excelentes desempenhos que vêm sendo observados na safra atual. Caso essa sinalização se confirme, será o 16º ano consecutivo de avanço da renda de boa parte dos produtores de soja do País, conforme acompanhamento da consultoria Datagro, divulgado ontem (26/8).

Segundo a Datagro, a comercialização da safra de soja 2021/22, que começará a ser plantada em breve, já atinge 25% e com preços médios muito remuneradores. “Para esse sentimento de renda positiva dar errado, somente em situação de perdas mais severas na produtividade, como foi o caso do Rio Grande do Sul e Santa Catarina na safra atual. E há motivo para alguma preocupação na região Sul novamente este ano”, disse em comunicado o coordenador de Grãos da Datagro, Flávio Roberto de França Junior.

Conforme a Datagro, "a observação geral é de que a combinação das variáveis que determinam a lucratividade bruta, definida pela relação entre a receita obtida e o custo de produção, penderá outra vez para o lado positivo para a maior parte dos produtores".

A consultoria destaca, ainda, que a favor do resultado financeiro deste novo ano está "a perspectiva de boa produtividade média, em virtude do bom nível tecnológico e do clima ainda predominantemente regular em tempos de La Niña fraco". No entanto, "prevê-se custos de produção muito maiores, especialmente por causa da força na taxa de câmbio. Em relação aos preços médios, a previsão inicial é de que sejam conservadores sobre o ano atual, mas provavelmente bem acima das médias normais", pondera.

Segundo o levantamento da Datagro, observa-se forte elevação nos custos operacionais de produção da soja para a safra 2021/22 em Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul, os três principais produtores da oleaginosa no País. E este é um ponto importante para a definição da renda desta temporada, por impor limites aos resultados dos produtores. "Além da elevada necessidade de gastos com insumos, nota-se a influência da manutenção de elevada taxa de câmbio na temporada e o aumento bem expressivo nos custos fixos", constata a Datagro.

França Junior, disse na nota que "consideramos câmbio um pouco abaixo em relação a 2021, mas ainda em patamar elevado, sujeito a turbulências no meio do caminho em função das eleições presidenciais. No mercado de futuros de grãos da Bolsa de Chicago, a previsão é de alguma redução sobre 2021, mas também acima da média normal. E nos prêmios de exportação, indicações de relativa proximidade ao ano atual, com pressão maior apenas no período de colheita".

Fonte: Broadcast Agro




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