Notícias

28/07/2021 - Soja

Lucro com soja orgânica, mas ainda é apenas 2%´do mercado


A produção de soja deve bater um novo recorde no Brasil, de acordo com o levantamento de safra atualizado da Companhia Nacional de Abastecimento feito em julho. O país deve alcançar 135,9 milhões de toneladas no ciclo 2020/2021, registrando um aumento de 8,9% ou 11 milhões de toneladas a mais em relação à safra passada, quando produziu 124,8 milhões de toneladas do grão.

Com um ambiente favorável composto por preços recordes e alta procura mundial pelo grão, o Brasil nunca produziu tanta soja.

Do total, apenas 2% da soja deve ser orgânica. Mas a produção, considerada um nicho de mercado, tende a crescer com a demanda por alimentação saudável e as exigências ambientais que pressionam o agronegócio a adotar boas práticas agrícolas.

Mais do que tudo, fazer soja orgânica é um bom negócio. Segundo o presidente do Grupo Associado de Agricultura Sustentável (GAAS), Rogério Vian, além de um custo 50% menor em termos de insumos, o preço para a venda é muito vantajoso.

Hoje, uma saca de soja transgênica de 60 kg, a dominante no Brasil, é vendida por cerca de R$ 160. Já para o grão convencional, que não tem modificação genética, o preço é de R$ 180. Mas os produtores de orgânico, como Rogério, ganham em torno de R$ 220 por saca, ou seja, 37,% a mais que o grão dominante. Além disso, a produção tem uma rentabilidade 27% maior por hectare produzido.

Agropecuária do futuro será mais eficiente e sustentável
Uma coisa é certa. Mesmo que a soja orgânica não se torne dominante, a cultura convencional ou não orgânica tenderá a ser cada vez mais sustentável.

Pesquisadora da Embrapa Pesca e Aquicultura, de Tocantins, Márcia Mascarenhas Grise desenvolve há dois anos um projeto de soja de agricultura de baixo impacto ambiental, com baixa emissão de gás carbônico.

Seu projeto está na região do Matopiba, acrônimo que compreende regiões do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, considerado a última fronteira agrícola do Brasil.

Realizado em sete municípios do entorno da cidade de Porto Nacional, o projeto foi recentemente reconhecido pela ONU e já aumentou a produtividade de algumas fazendas em até 10 sacas por hectare. "Ainda são resultados preliminares, mas muito promissores", diz Márcia.

Segundo a pesquisadora, a equipe responsável acredita não mais ser possível fazer soja no Cerrado sem respeitar premissas sustentáveis.

"O produtor não vai sustentar a produtividade elevada por muito tempo. Se não se profissionalizar e buscar tecnologias mais intensivas, ele vai sair da atividade. O futuro da agropecuária é mais eficiente e intensificado. Teremos que fazer mais safras em áreas menores, integrar e lançar mão de tecnologias que garantam a sustentabilidade produtiva e ambiental.

Mais informações AQUI

Por Vinicius Galera
Fonte: UOL




Mantenha-se atualizado com o Agro KLFF

Cadastre-se e recebe diariamente as novidades do mercado

2016 Portal KLFF. Todos os direitos reservados.

Termos de uso. Política de privacidade.