Notícias

30/06/2021 - Tecnologia

Menos dinheiro para tratores


O Plano Agrícola e Pecuário (PAP), dinheiro que o governo disponibiliza anualmente como crédito para o financiamento do agronegócio e com juros subsidiados, foi anunciado na semana passada.

Para a safra 21/22, que começa em setembro, os recursos são de R$ 251,2 bilhões, 6,3% acima do ofertado em 2020. No pacote, estão contempladas linhas de crédito para o custeio e a comercialização da safra (R$ 177 bilhões) e investimentos (R$ 73,4 bilhões).

Todas as linhas oferecidas tiveram aumento significativo entre um ano e outro, menos o Moderfrota, Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras, que permite aos agricultores renovar os veículos com juros menores.

Em 2020, havia R$ 8,7 bilhões disponíveis para isso, e o dinheiro acabou antes do fim do plano porque teve muita procura. Neste ano o governo anunciou R$ 7,5 bilhões, uma redução de 13,8%. "Vai faltar dinheiro para o agricultor renovar as frotas em 2022", afirmou o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), Pedro Estevão Bastos.

Crédito para quem tem projeto ambiental salta 101%
Enquanto o volume de recursos para a aquisição de máquinas agrícolas através do PAP foi menor, os projetos de agricultura de baixo carbono, técnicas que visam produzir alimentos de forma mais eficiente e com ações de preservação ambientais, ganharam destaque neste ano.

"É um Plano Safra muito mais pincelado de verde", disse a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Os programas voltados para o setor tiveram um acréscimo de 101%, em comparação ao ano passado, com R$ 5,05 bilhões disponíveis para a futura safra.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou crédito para financiar quem deseja produzir bioinsumo e biofertilizante para uso próprio, apostar em energias renováveis como o biometano, feito a partir das fezes de suínos, e investir na proteção de recursos naturais.

"É o futuro da agricultura, e os produtores rurais brasileiros estão buscando tecnologias e caminhos para ingressar nesse mercado", disse a ministra.

Quem pega dinheiro emprestado do governo para investir em sustentabilidade tem 12 anos para pagar e juros que vão de 5,5% ao ano - para a recuperação de Áreas de Proteção Permanente e Reservas Legais - a 7,5% ao ano.

Mais informações AQUI

Por Viviane Taguchi
Fonte: UOL




Mantenha-se atualizado com o Agro KLFF

Cadastre-se e recebe diariamente as novidades do mercado

2016 Portal KLFF. Todos os direitos reservados.

Termos de uso. Política de privacidade.