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26/11/2020 - Outros

Mercado de defensivos deve ficar em USD 13,7 bilhões


O mercado de defensivos agrícolas deve permanecer estável ao redor de USD 13,7 bilhões, de acordo com projeções do Rabobank. Isso ocorrerá porque o “aumento do consumo promovido pela expansão de área agrícola deve compensar a redução dos preços em dólares”, aponta o estudo “Perspectivas para o agronegócio brasileiro”. 

Especializado em agronegócio, o Rabobank afirma que, apesar de os preços dos defensivos estarem mais altos em reais, o excesso de estoque no início do ano e a forte desvalorização cambial derrubaram os preços em dólar no primeiro semestre: “Os mesmos começaram a se recuperar a partir de junho, motivado pela melhora das margens dos agricultores, mas ainda assim devem permanecer em níveis inferiores aos vistos ano passado”.

Para 2021, projeta a instituição financeira, os preços dos defensivos agrícolas devem continuar sendo guiados pelos preços das commodities bem como pela movimentação do real frente ao dólar: “A manutenção das margens dos produtores agrícolas acima da média nos últimos anos deve continuar incentivando tanto o uso de alta tecnologia nas lavouras quanto o investimento em novas áreas para a safra 2021/22, favorecendo a demanda por insumos”.

“A relação de troca dos produtos agrícolas com fertilizantes melhorou significativamente nos últimos meses para as principais commodities, principalmente para o milho a soja e o algodão. Como resultado dessa melhora, alguns produtores têm antecipado as compras da safra 2021/22 desde julho desse ano”, aponta o relatório. Nesse contexto, o Rabobank projeta um crescimento da demanda de fertilizantes um pouco abaixo de 4% em 2021, superando as 38,8 milhões de toneladas. 

“No mercado internacional, a retomada da demanda dos EUA e da Europa prevista para os próximos meses deve puxar os preços dos fertilizantes para cima entre o final desse ano e o início de 2021. Os aumentos nos preços dos nitrogenados, dos fosfatados e dos potássicos, tendem a perdurar até o início de abril, quando o hemisfério norte reduz suas compras. Após esse período, o excedente de oferta entre os meses de abril e junho deve trazer um alívio nas cotações globais de fertilizantes. O recuo de preços deve ser mais expressivo para os nitrogenados – que podem chegar ao nível mais baixo visto nesse ano, devido ao aumento da capacidade instalada de produção de ureia - e um pouco menos intenso para fosfatados e KCL, principalmente se os preços das commodities se mantiverem em patamares superiores aos de 2020. No segundo semestre, os preços devem subir novamente com o aumento sazonal da demanda”, conclui o relatório do Rabobank.

Por Leonardo Gottems
Fonte: Agrolink




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