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12/07/2021 - Milho

Milho: mercado repercute como geadas podem afetar nos preços


O mercado do milho pode sofrer mudanças após geadas atingirem algumas áreas produtoras do Centro-Sul. A menor oferta poderá ter impacto no número final das exportações brasileiras. No mercado externo, fica a expectativa para saber de quanto será a produtividade das lavouras norte-americanas.

Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na semana. As dicas são do analista da Safras Consultoria, Paulo Molinari.

– Após a confirmação da área planta da maior nesta safra 2021, o mercado tende a se concentrar no potencial de produtividade da safra norte-americana;

– O USDA irá corrigir o quadro de oferta e demanda do milho neste relatório de julho pela nova área plantada de 92,7 milhões de acres;

– Se não alterar o potencial de produtividade, de 179,5 bu/acre, a safra de 2021 pode ser sinalizada recorde em 387 milhões de toneladas;

– Isto ajuda os estoques finais de 2021/22 a se manterem confortáveis em entre 39 e 40 milhões de toneladas de milho;

– A dúvida daqui para frente está no clima em julho e agosto bem como nas ações compradoras por parte da China. Se o país asiático não comprar mais milho até o final do ano, os preços na Bolsa de Chicago podem quebrar a barreira dos US$ 5/bushel;

– Safra da China indo bem e podendo ser recorde também;

– Mercado interno assustado com a forte quebra adicional da safrinha dada a sequencia de geadas na virada de junho para julho;

– As perdas são expressivas e serão medidas corretamente na colheita e no momento que a pesagem final for feita nos armazéns;

– Com as perdas, os preços internos subiram imediatamente e há um certo pânico na região Sul entre a oferta potencial daqui para frente, as exportações e o que será feito com as importações;

– O Brasil precisa importar. Os preços na Argentina cederam bem em julho e é possível, hoje, comprar milho mais barato que o mercado interno para a região sul;

– O mercado interno dependerá agora desta postura do setor consumidor interno em avançar rapidamente para as importações e maior utilização de trigo para ração;

– As exportações, por sua vez, seguem avançando com quase 3 milhões de tons nomeadas para julho;

– Agora, com uma safrinha de 56,7 milhões de toneladas, o Brasil poderá exportar no máximo 20 milhões de toneladas.

Fonte: Canal Rural




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