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18/12/2020 - Milho

MT se consolida na oferta de biocombustível a partir do milho


Por mais um ciclo, o milho se destaca na produção de etanol. A preferência pela matéria-prima coloca Mato Grosso em posição de liderança na oferta do biocombustível no País. Na safra 2020/21 cerca de 64,2% do etanol produzido no Estado – anidro e hidratado – virão do cereal.

Considerando as duas matrizes, Mato Grosso é o terceiro maior produtor de etanol do Brasil, atrás de São Paulo, 14,50 bilhões de litros, e de Goiás, com 5,17 bilhões de litros.

O 3º Levantamento da Safra 2020/21 de Cana-de-Açúcar, divulgado ontem Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), atualiza as projeções e revela que enquanto o etanol vindo da cana-de açúcar deverá recuar em 8%, o de milho aumenta em 88%. Em números, dos mais de 3,47 bilhões do biocombustível, 2,23 bilhões serão originados a partir do milho.

O levantamento revela que na safra anterior, 2019/20, 84,5% do total de cana colhida foram destinadas à produção de etanol. Já em 2020/21, serão 78,4% do volume da cultura.

A produção de cana, em Mato Grosso, recua 5,2%, passando de 17,65 milhões de toneladas para 16,73 milhões. Nesse contexto, a área encolhe 0,5%, saindo de 215,6 mil hectares para 214,6 mil.

Mesmo com mais uma safra de cana batizada de ‘alcooleira’ a oferta de etanol passa de 1,18 bilhão para 1,08 bilhão (-8%). Desse volume, 702,45 milhões de litros são de etanol hidratado, aquele utilizado como combustível. O hidratado, de uma safra a outra, ficou 13,5% menor.

Na outra ponta da produção o protagonista do setor, o milho, marca trajetória ascendente. A oferta de hidratado cresce no comparativo anual 73%, saindo de 887,48 milhões de litros para 1,53 bilhão de litros, adição de 647 milhões de litros.

Considerando a produção total de etanol de milho – anidro, utilizado na mistura com a gasolina, e o hidratado – são 2,39 bilhões de litros para 2020/21, ou 88,3% a mais. São 1,12 bilhão de litros a mais.

BRASIL - O volume de cana estimado para a atual safra é de 665,10 milhões de toneladas, muito próximo do recorde de 665,6 milhões de toneladas colhidas em 2015/16.

Na comparação com a temporada passada, o crescimento é previsto em 3,5%.

Do total de cana, 53,8% devem ser destinados à produção de 29,8 bilhões de litros do biocombustível, enquanto que o açúcar absorverá 46,2% da atual colheita, devendo gerar 41,8 milhões de toneladas de açúcar.

A produção de cana varia em função do clima de cada região. No Sudeste, principal região produtora do país, o incremento da produção deve ser da ordem de 5,2%, alcançando 436,4 milhões de toneladas. São Paulo e Minas Gerais são os grandes destaques da região.

Já o Centro-Oeste deve produzir 0,5% a menos, totalizando 139,8 milhões de toneladas, o Sul deve ter redução, de 2,7%, com a colheita estimada em 34,5 milhões de toneladas.

O Nordeste, favorecido pelo clima, deve aumentar em 3,6% a oferta de cana, que chegaria a 50,9 milhões de toneladas. O Norte, responsável por menos de 1% da produção nacional, deve ter aumento de 2,2%, com sua produção subindo para 3,6 milhões de toneladas.

O boletim da Conab destaca a produção de derivados da cana e também a geração de etanol de milho.

A produção total de etanol, proveniente de cana e de milho, deve chegar a 32,8 bilhões de litros, o que representará diminuição de 7,9% em comparação com a safra anterior.

O etanol de cana-de-açúcar deve ter queda de 12,3%, limitando-se a 29,8 bilhões de litros, enquanto o de milho deve crescer 80,3%, alcançando 3 bilhões de litros.

Por Marianna Peres
Fonte: Diário de Cuiabá - http://tempuri.org/tempuri.html




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