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19/03/2021 - Tecnologia

Nova geração do agronegócio cria startups para aliar o campo à tecnologia


Os filhos de produtores rurais que saem do campo para estudar e depois voltam para as fazendas, trazendo tecnologias e ferramentas de gestão, não se destacam apenas ao assumir o comando das propriedades da família. Esses jovens também estão criando startups voltadas ao agronegócio, que oferecem soluções para problemas que eles conhecem de perto.

A catarinense Horse Machine, por exemplo, foi fundada por Guilherme Kieling e Cleomar Matuchaki e cria máquinas que ajudam nas colheitas de pequenas propriedades da Região Sul do País. Já a mineira Mariana Vasconcelos, da Agrosmart, coleta e analisa dados para irrigação de plantações. Eduardo Rezende, também do interior de Minas, desenvolveu com a Agrosolutions um sistema de gerenciamento de propriedades rurais. No caso do filho de criadores de gado de leite Elias Sgarbossa, da Z2S Sistemas, do Rio Grande do Sul, a ideia foi criar um sistema que automatiza a limpeza de ordenhadeiras.

“A minha geração vai ficar conhecida como aquela que não precisava mais sair do campo para desenvolver seu talento. É um setor que tem sido resiliente às crises e que tem conquistado mais relevância global. Existe uma transformação de modelos de gestão e produção”, diz Mariana.

Segundo relatório da Agtechgarage, as startups voltadas para o campo se concentram em São Paulo, Minas Gerais e Paraná. E a maioria dessas empresas oferece serviços de suporte à agricultura de precisão (como indicadores que ajudam o produtor a definir a quantidade de defensivos a ser aplicada, por exemplo), internet das coisas (IoT) e gestão agrícola.

Com os resultados positivos do agronegócio, mesmo em um momento de crise para os demais setores, as pessoas estão digitalizando suas fazendas, mas alguns clientes também sentiram os impactos da pandemia, lembra Rezende, da Agrosolutions. “Por mais que o produtor tenha segurado a receita e tenha tido um aumento da produtividade, muitos investimentos para inovação acabaram sendo represados pelas incertezas.”

Ainda assim, eles sentem que há um aumento no número de jovens empreendedores também no campo. “O interesse das novas gerações em empreender no campo é sinal da força que o agronegócio tem no País, mas o fato de ser filho de produtor não é garantia de sucesso. Antes de abrir uma startup, tive experiências trabalhando em grandes empresas que fizeram toda a diferença. Houve uma explosão de agtechs (as startups de agro) e o mercado vai acabar filtrando as boas ideias”, completa Rezende.

Confira as histórias: http://tempuri.org/tempuri.html

Por Douglas Gavras
Fonte: O Estado de S.Paulo





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