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31/12/2021 - Soja

Novo calendário da soja divide produtores e 'racha' o governo


A mudança de prazo no calendário de plantio de soja em Mato Grosso, que terminaria em dezembro mas foi estendido até fevereiro para o cultivo de sementes próprias, colocou em pé de guerra as maiores empresas produtoras do grão do Estado e um grupo de agricultores mais alinhado ao governo Bolsonaro. A questão técnica e fitossanitária - que envolve bilhões de reais em custos e receitas - ganhou contornos políticos e provocou inclusive uma rara divergência entre o Ministério da Agricultura, que aprova a extensão da janela, e a estatal de pesquisas Embrapa, que é contra.

Empresas de biotecnologia e defensivos agrícolas e a Embrapa alertam para o risco de a janela estendida favorecer a proliferação da ferrugem asiática, em razão do aumento da “ponte verde” - período ininterrupto com plantas vivas a campo. Christian Lohbauer, presidente da CropLife Brasil, disse que a medida pode acelerar a perda de eficiência dos defensivos que controlam o fungo e reduzir em 10% a produtividade das lavouras, com impacto de até US$ 5 bilhões nas exportações de Mato Grosso. “Em até três anos não deverá haver mais fungicidas capazes de combater a doença”, previu.

O imbróglio foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), que pode derrubar o calendário por liminar. Uma das justificativas do Ministério da Agricultura para ampliar a janela em 34 dias foram as “incertezas climáticas vivenciadas na safra 2020/21 que resultaram em atrasos no plantio da soja, fato que poderia se repetir na safra 2021/22”. A Pasta afirmou que não existem pesquisas científicas publicadas que confiram embasamento à afirmação de que o período mais adequado para o plantio de soja é mesmo até 31 de dezembro.

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Por Rafael Walendorff
Fonte: Valor Econômico




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