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23/06/2021 - Milho

O que acontece e para onde vão os preços de soja e milho? Vale a pena investir?


O engenheiro agrônomo Marcelo Magurno, diretor de negócios da FMC no Brasil, explicou em entrevista ao Giro do Boi o que está ocorrendo com o cenário dos grãos no Brasil e no mundo, que levaram à recente valorização de soja e milho, principalmente. O especialista compartilhou algumas das informações que indicam as perspectivas para o comportamento do mercado daqui para a frente e ainda fez ponderações para os produtores que pensam em se aventurar para aproveitar este momento de valorização.

Leia a seguir os principais tópicos da entrevista:

CENÁRIO ATUAL
“O que está acontecendo é que tem um nível de estoque que sempre atua de forma a balancear o mercado. Ao longo dos últimos anos esse estoque vem se reduzindo por várias razões e chegou em um momento em que também teve aumento de consumo, ou seja, aumento de consumo de proteína, seja vegetal ou animal. Então o mercado está muito aquecido. O Brasil, como grande exportador e também fornecedor de alimentos para o mundo todo, exportou de uma maneira nunca antes vista […] nos últimos 18 meses e por mais que o país cresça em produção, por mais que o produtor consiga investir, trazer mais tecnologia e com isso produzir mais, a demanda nesses últimos tempos foi maior do que a capacidade de produção. Isso faz com que os estoques mundiais sejam reduzidos e você tem uma precificação, tanto no mercado internacional quanto no mercado interno, que acompanha esse fluxo de demanda. Então é esperado que nos próximos anos, com uma acomodação entre oferta e demanda, esses preços possam também se acomodar, e não ficar flutuando. Agora o ponto que vale muito – e eu não tenho essa bola de cristal – é saber aonde ele vai se acomodar”.

O especialista analisou o que levou a esse aumento inesperado de demanda. “O que nós estamos vendo é uma injeção de capital de liquidez no mundo todo dada essa situação de pandemia, que fez com que o consumo aumentasse muito rapidamente. O consumo aumentou mais rápido do que a capacidade de você produzir. E nós podemos observar isso não só nas commodities agrícolas, mas em geral. Hoje nós temos falta de muita coisa, de tudo. Ontem eu vi a notícia que algumas montadoras aqui no Brasil vão parar a produção por falta de componente e não por falta de demanda. Então isso é reflexo dessa injeção de liquidez feita mundo afora por todos os governos, o que fez com que o consumo aumentasse. Agora o patamar de preço, bom, esse não sabemos, vamos ver isso um pouco mais adiante”, constatou.

ONDE OS PREÇOS VÃO PARAR?
“Eu vou dizer como uma pessoa que está vendo e vivendo nesse mercado. Nós estamos vendo o milho em Chicago, por exemplo, disponível agora para julho e ontem fechou a US$ 6,79 ou US$ 6,80 o bushel. Para o 2022, ele já arrefeceu um pouco para pouco além dos US$ 5. Ainda segue alto. O tradicional, o que era usual antes da pandemia, era ver o milho a US$ 3,50, US$ 3,40 e até US$ 2 o bushel. […] O que nós vamos ver, na minha opinião, ainda é um milho bastante aquecido durante todo o ano porque nós não temos produção de milho de primeira safra aqui no Brasil. Nas áreas de primeira safra, cada vez mais se perde a referência porque nós aumentamos muito o milho de segunda safra, aquele milho de inverno. E esse, sim, tem uma previsão de aumento de mais de um milhão e pouco de hectares para a próxima safra”.

Mais informações e assista a entrevista AQUI

Fonte: Giro do Boi/Canal Rural 




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