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08/12/2021 - Outros

Plano nacional de fertilizantes deve ser apresentado ainda este mês pelo governo


O Plano Nacional de Fertilizantes deve ser apresentado oficialmente pelo governo ainda neste mês, segundo o diretor de Programas da Secretaria Executiva do Ministério da Agricultura, Luis Eduardo Rangel. "Do ponto de vista técnico, o plano está pronto e já foi apresentado informalmente ao presidente", diz Rangel, que representa a pasta no Grupo de Trabalho Interministerial que discute o tema dentro do governo. "Esperamos lançá-lo, provavelmente por um decreto, ainda neste mês, aproveitando o movimento do fim do plantio para iniciar os trabalhos no próximo ano", disse Rangel, em entrevista exclusiva ao Broadcast Agro. O principal objetivo do plano é diminuir a dependência externa do abastecimento de adubos do País por meio da ampliação da produção local.

A data de lançamento depende da agenda do presidente Jair Bolsonaro e de alguns ministros. Outra fonte que acompanha os trâmites internos do projeto avalia que se o plano não for apresentado até 15 de dezembro sua apresentação ficará para 2022. O projeto é coordenado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e está sendo desenvolvido em parceria com outros órgãos do governo: Casa Civil, Ministérios da Agricultura, de Minas e Energia, Infraestrutura, Economia, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, Gabinete de Segurança Institucional e Advocacia-Geral da União, além da Embrapa.

A meta estrutural do plano é reduzir a necessidade de importação de adubos dos atuais 85% para cerca de 60% em 30 anos. De acordo com Rangel, esta é a meta mais longa do plano, que inclui também metas de curto e médio prazo com redução gradativa da dependência do País de fornecedores internacionais. A política é focada no complexo NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) - principais macronutrientes primários utilizados na lavoura. Hoje, o Brasil internaliza quase todo o volume consumido anualmente - de 40,56 milhões de toneladas em 2020. Em relação a alguns macronutrientes, como o potássio, a dependência externa atinge 96%, em nitrogênio é de 94%, e em fósforo de 75%. "Iremos atacar cada um deles com proporção específica, mas a visão é de que em 30 anos a indústria local possa fornecer pelo menos 40% do consumo destes ativos. Vai depender de uma série de aplicações; o volume pode até ser maior", disse o diretor do ministério da Agricultura.

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Por Isadora Duarte
Fonte: Broadcast AGRO




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