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26/03/2021 - Tecnologia

Plataforma analisa cultura antecessora e nematoides


A plataforma gratuita de informações agrícolas, PlantUP, teve atualizações que ampliam a capacidade de análise do desempenho da lavoura pelo agricultor de soja, milho e algodão. O sistema agora permite conhecer como a cultura antecessora impacta na produtividade e a performance de cultivares em talhões com presença de nematoides. 

O produtor pode cadastrar um novo campo chamado “cultura antecessora” e passa a ter a opção de comparar a produtividade da sua cultura principal sobre diversas palhadas ou outras culturas que foram utilizadas. Na opção de observação dos nematoides o agricultor poderá classificar se haviam nematoides naquela área e a pressão de cada um deles e saber quais cultivares apresentam resistências aos nematoides e também quais delas tiveram as melhores performances nas áreas com esse fator restritivo.

O produtor ainda pode indicar se naquele talhão houve algum outro tipo de “limitação de produtividade”, por exemplo, clima, fertilidade ou manejo, e isso também ajudará a sofisticar e entender melhor alguns resultados quando estiver analisando a região.

Estão disponíveis para análise 10,6 milhões de hectares, sendo 8,5 milhões de hectares cadastrados de soja, mais de 1,7 milhão de milho e quase 315 mil de algodão. São 1600 agricultores cadastrados em 329 municípios brasileiros e paraguaios.

A ideia surgiu há dois anos para ajudar na tomada de decisão do produtor, uma vez que, por ano, são lançadas cerca de 150 cultivares de soja e 350 de milho somente no Brasil. Atualmente, a plataforma tem resultados de 456 cultivares de milho, 451 cultivares de soja e 34 cultivares de algodão.

O agricultor ainda consegue descobrir, com base na região onde suas áreas estão localizadas, as cultivares mais produtivas, a melhor época de plantio, as cultivares mais promissoras, aquelas que se desenvolvem melhor em cada tipo de solo, a melhor população para cada uma delas e a sua posição no ranking de produtividade da região, composta de cinco a seis municípios no entorno de sua propriedade.

A plataforma foi desenvolvida pela empresa brasileira de sementes Grupo Atto, de Rondonópolis (MT) e funciona em computador ou aplicativo. O acesso pode ser feito aqui. “Trabalhamos para trazer mais informação e ampliar ainda mais a assertividade, para que o agricultor tenha condição de tomar melhores decisões e produzir mais sem aumentar seus custos e sem complicar sua vida. Quanto mais informação o agricultor tem, mais seguro ele fica. Informação de qualidade bem aplicada é sinônimo de maior produtividade”, afirmou o CEO do Grupo ATTO, Odilio Balbinotti Filho.

Por Eliza Maliszewski
Fonte: Agrolink - http://tempuri.org/tempuri.html




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