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30/07/2021 - Milho

Preço do milho sobe 13,8% em julho e deve impactar inflação dos alimentos


A menor oferta de milho nesta safra já está fazendo com que os preços do cereal no mercado interno se aproximem de seus recordes históricos. Apenas no mês de julho, as cotações já acumulam uma valorização de 13,8%. No ano, a alta é de 29,6%. Em 12 meses, de 106,34%.

Desde o início desta semana, o preço médio do milho medido pelo indicador Cepea/Esalq está acima de R$ 100 por saca, fato que não ocorria desde maio. Hoje, o indicador fechou o dia valendo R$ 101,93, uma leve queda de 0,5% em comparação ao dia anterior.

POR QUE ISSO É IMPORTANTE: A alta nos preços do milho vai provocar reflexos nas cadeiras de proteína animal. Indústrias de aves, suínos, bovinos, leite e ovos são algumas que sentirão os efeitos e provavelmente repassarão adiante os custos mais elevados.

“É difícil precisar o quanto será repassado e o efeito real na inflação, mas o aumento de custos será sim repassado porque produtores e empresas não têm alternativa, visto que os grãos de modo geral estão em patamares muito altos”, afirma André Sanches, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo.

Com a atualização feita hoje pelo Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná, a safra brasileira de milho pode ser inferior a 90 milhões de toneladas, algo que não acontecia desde 2018. Em apenas 30 dias, o Deral cortou 3,7 milhões de toneladas da safra estadual, o que deve fazer com que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reveja novamente suas estimativas no início de agosto.

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Por Alexandre Inacio
Fonte: Bloomberg Línea




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