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18/03/2021 - Milho

Pressão na demanda eleva preço do milho Leia mais: Pressão na demanda eleva preço do milho


A safra de milho 2020/21, em Minas Gerais, segue com tendência de alta produção e de preços remuneradores para os produtores. Com a demanda elevada pelo cereal e pelas proteínas animais, que tem como principal item da alimentação o milho, os preços estão valorizados.

Em média, a saca de 60 quilos de milho vem sendo negociada a preços 55,8% maiores que os praticados no início de 2020. A tendência, mesmo com a produção cerca de 10% superior no Estado, é de preços e demanda ainda firmes. 

Com a tendência de preços que garantem o retorno financeiro do plantio do milho, é importante que os produtores rurais mantenham o manejo correto no campo para evitar perdas. Um dos problemas que vem sendo enfrentado, ainda que pontualmente, é a praga da cigarrinha-do-milho. Quando presentes e contaminadas nas lavouras, a praga pode causar perdas significativas na produção.   

De acordo com o analista de agronegócio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Caio Coimbra, as expectativas em relação à safra de milho em Minas Gerais são positivas. 

“A pandemia de Covid-19 piorou o cenário e vemos os países aumento a demanda pelos alimentos para ter uma segurança alimentar. Ao longo do último ano, tivemos um aumento importante na exportação de carnes, cujo principal insumo da alimentação é o milho. Isso fez com que os preços subissem, o que foi importante para estimular o aumento da safra”, afirma.

Coimbra destaca ainda que o mercado mineiro também é um grande consumidor do cereal, já que temos uma produção elevada de gado de corte, de leite, frango e suínos.

Com o estímulo dos preços elevados, segundo os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de milho 2020/21, em Minas Gerais, deve alcançar 8,26 milhões de toneladas, volume 9,9% maior que os 7,5 milhões da safra passada.

Neste período produtivo, o incremento vem da área em produção, que ficou 10,4% superior, somando 1,2 milhão de hectares. As condições climáticas fizeram com que produtividade ficasse praticamente estável, com pequena variação negativa de 0,5% e rendimento de 6,4 toneladas por hectare.

Preços 
A oferta bem ajustada ao mercado tem sustentado os preços do milho em patamares rentáveis. A média de preços está em torno de R$ 75,20 por saca de 60 quilos, valor 55,8% maior que os R$ 48,26 registrados no início de 2020. 

“A valorização dos preços foi importante para estimular o plantio e também para cobrir a elevação dos custos. Há um ano, o custo de produção em um hectare girava em torno de R$ 4,2 mil e, hoje, está entre R$ 5 mil a R$ 5,2 mil. Resultado do encarecimento dos insumos, que têm preços balizados pelo dólar”, explica Coimbra.

Cigarrinha do milho
Para que o produtor atinja as metas de produção e rentabilidade é importante que ele esteja atento ao manejo da cultura do milho e faça o monitoramento das pragas. Um dos problemas que podem causar perdas significativas nas áreas de produção é a infestação da cigarrinha do milho.

Ainda que a praga não cause prejuízos de grande impacto na produção geral de Minas e do País, quando presente nas lavouras, pode causar perdas pontuais e que geram grandes prejuízos para o produtor.

O analista de agronegócio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Caio Coimbra, explica que a cigarrinha está presente na lavoura há muitos anos e precisa ser monitorada. Quando contaminada, a praga pode causar perdas acima de 30% na produção. 

“Mesmo que não tenha impacto global, a cigarrinha é uma preocupação. O produtor precisa fazer os tratos culturais, acompanhar as regiões onde têm infestações e adotar as boas práticas agrícolas. Na safra atual, em Minas, tivemos relatos de produtores com perdas na região do Triângulo. As lavouras, quando contaminadas, apresentam perdas grandes, em torno de 30%”.

Ainda conforme o especialista, o uso de sementes de alta produtividade tem contribuído para o maior aparecimento da praga, já que essas sementes são mais vulneráveis à cigarrinha.

“Muitos produtores têm questionado os fabricantes destas sementes. Apesar dos materiais serem mais produtivos, eles são suscetíveis à cigarrinha e os produtores não foram alertados sobre esse risco”.   

Por Michelle Valverde
Fonte: Diário do Comércio - http://tempuri.org/tempuri.html




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