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30/07/2021 - Clima

Previsão do tempo alerta: dia mais frio no Centro-Sul ainda está por vir


A massa de ar polar mais intensa e duradoura deste ano está com força total. De acordo com a Somar Meteorologia, mais de 45 cidades do sul do Brasil registraram neve, chuva congelante ou chuva congelada, as chamadas precipitações invernais pelos meteorologistas.

Segundo informações da Desirée Brandt da Somar, neve é quando precipita exatamente o floco, sem derreter até chegar no solo. Já a chuva congelada é quando a neve derrete ao se desprender da nuvem, mas a gota de água congela novamente antes de chegar na superfície.

A chuva congelante é um processo semelhante, mas o recongelamento só acontece em contato com a superfície. Segundo Epagri/Ciram, a menor temperatura na serra catarinense aconteceu em Bom Jardim da Serra, com -8,6°C, superando o recorde do último dia 20 de julho, quando a mínima registrada em Urupema foi de -8,2°C. Urupema registrou -7,4°C, mesmo sendo um local mais alto.

“A Temperatura não caiu tanto quanto em Bom Jardim da Serra por conta de uma maior nebulosidade no local”, explica Brandt. O Sudeste do Brasil também chegou a registrar temperaturas próximas de zero e com formação de geadas, algo que acontece também em parte de Mato Grosso do Sul.

Nesta sexta-feira, 30, as temperaturas podem ficar ainda mais baixas no Centro-Sul e será o dia mais crítico para a agricultura por conta da chance da formação de geada negra entre o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná. Há riscos para as lavouras precoces de trigo, pastagens, café e fumo.

“A geada negra é ainda mais nociva porque congela a seiva da planta em uma condição atmosférica de menor umidade do ar. Tem esse nome porque no início o produtor não vê dano, mas depois de alguns dias, a plantação morre e fica escurecida”, explica Brandt.

Novas ondas de frio em agosto 
Com julho chegando ao fim, a expectativa agora é saber como o clima vai se comportar no próximo mês. Agosto é o mês mais seco do ano e marcado pela neutralidade do oceano Pacífico, ou seja, nem El Niño, nem La Niña.

O mês terá a passagem de três frentes frias. Uma por volta do dia 10, outra na virada da quinzena e uma terceira na última semana. Até o momento os modelos indicam que a primeira frente fria deve provocar mais chuva e a segunda deve trazer uma massa de ar frio mais intensa”, explica Pryscilla Paiva, editora-chefe do tempo.

Mais informações AQUI

Por Pryscilla Paiva
Fonte: Canal Rural




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