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04/11/2020 - Clima

Previsão do tempo mostra temperaturas mais baixas do que o normal no Sul e Sudeste


A semana será de chuva forte no Norte e Nordeste e tempo seco e frio no Sul. O fenômeno La Niña vai manter a temperatura mais baixa que o normal em boa parte do Sul e Sudeste em novembro. Por outro lado, o calor será intenso no Pantanal de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul e também no Maranhão e no Pará.

As pancadas de chuva retornam ao leste do Sul e Sudeste somente na semana que vem. Enquanto isso, em Sanharó, município do agreste de Pernambuco choveu 290 milímetros em 24 horas, o que representa 15 vezes a média climatológica de apenas 20 milímetros. Na área de feijão de Irecê, na Bahia, o acumulado foi de 140 milímetros em apenas um dia. A responsável pelo elevado volume de águas é uma frente fria que organiza a umidade da Amazônia e causa chuvas forte e abrangente sobre o Matopiba, norte de Goiás e Pará nesta semana com acumulado entre 50 e 100 milímetros. Especificamente entre o vale do São Francisco e o oeste da Bahia, choverá mais de 100 milímetros até a sexta-feira,6.

Por outro lado, o tempo permanecerá seco no interior de São Paulo e na região Sul, em Mato Grosso do Sul e no sudoeste de Goiás e de Mato Grosso. Apesar das madrugadas mais frias, inclusive com risco de geadas nas áreas mais elevadas de Santa Catarina na quinta-feira, 5, as tardes ficarão cada vez mais quentes com máximas acima dos 36°C no oeste e norte do Paraná a partir do fim de semana.

Na semana que vem, a “gangorra” da chuva inverterá e a precipitação retornará ao Sul, Sudeste e Mato Grosso do Sul. São esperadas pancadas esparsas de chuva, mas que serão mais intensas sobre o litoral e norte de Santa Catarina, leste do Paraná, Baixa Mogiana, sul de Minas Gerais, Serra da Mantiqueira e parte da Zona da Mata de Minas Gerais.

A tendência é de que as pancadas permaneçam entre o Sul, Sudeste e Centro-Oeste até o fim da primavera quinzena, mas sempre acontecendo de forma irregular. Entre 12 e 16 de novembro, os maiores acumulados serão vistos no sudeste de Goiás, oeste, centro e leste de Minas Gerais e interior do Espírito Santo.

Nos próximos 15 dias, chama a atenção para áreas importantes com pouca chuva. O acumulado não chegará aos 20 milímetros na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai, assim como a área majoritária de grãos do Rio Grande do Sul receberá menos de 50 milímetros. Também choverá menos de 50 milímetros no oeste de São Paulo, sudoeste de Goiás, norte e oeste de Mato Grosso do Sul (Pantanal), sul e oeste de Mato Grosso e boa parte de Rondônia.

A previsão para o mês de novembro é de chuva abaixo da média em todo o Centro e Sul do Brasil. A precipitação acima do normal será vista apenas no Espírito Santo, leste e norte de Minas Gerais, Bahia e a maior parte da região Norte.

Mesmo com a chuva irregular, o plantio avança rapidamente. Em Mato Grosso, as áreas instaladas pularam de 25% para quase 55% da área, de acordo com o Imea. Mesmo assim, os trabalhos continuam atrasados em relação à média dos últimos cinco anos.

No Sul, mesmo com a chuva abrangente no início da semana passada no Rio Grande do Sul, a estiagem prolongada do inverno e primavera causam perdas irreversíveis no milho do Rio Grande do Sul, embora ainda sejam difíceis estimar, de acordo com a Fecoagro. Além disso, a umidade do solo permanece abaixo do ideal para o desenvolvimento agrícola no oeste e norte do Paraná, interior de São Paulo e parte do Triângulo Mineiro.

Por Pryscilla Paiva
Fonte: Canal Rural - http://tempuri.org/tempuri.html




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