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06/08/2021 - Milho

Produtor de MT não fecha contrato antecipado, colhe bem e acumula montanha de milho a céu aberto


O produtor de grãos Paulo Egídio, dono da fazenda Pesa Três, em São José do Xingu (MT), diz que tem perdido muitas horas de sono por manter uma montanha de milho ao relento, mas acredita que adotou uma boa estratégia de comercialização neste ano. Dono de 5.500 hectares, ele plantou 4 mil de safrinha. Optou por não fechar contratos de venda antecipada, colheu bem mais que a maioria dos produtores e está com 200 mil sacas armazenadas nos dois silos da fazenda e mais 320 mil do lado de fora, à espera da conclusão de um armazém que vai mais que dobrar sua capacidade.

Nesta semana, vídeos da montanha de milho, feitos por curiosos que passam pela fazenda, foram compartilhados em grupos de produtores de soja. “Sei dos riscos, mas espero concluir em menos de um mês o armazém para guardar o milho antes da chuva das flores”, diz, referindo-se às pancadas que precedem a chegada da primavera. Segundo a Climatempo, não há previsão de chuva para São José do Xingu nos próximos 15 dias.

Egídio diz que, diferentemente da maioria dos produtores, o ano foi excepcional para sua lavoura na safrinha. “Colhi a soja cedo e plantei o milho com uma boa janela de 5 de janeiro a 2 de fevereiro. A chuva, que é abundante por aqui, não foi tão regular como em anos anteriores, mas consegui colher bem, com uma média de 152 sacas por hectare ante as 155 da safra passada.”

Dados do boletim do Instituto Mato-Grossense de Economia Pecuária (Imea) de 3 de julho estimam uma produtividade média no Estado de 93,54 sacas por hectare, ante as 107,43 da safrinha anterior, devido à irregularidade climática.

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Por Eliane Silva
Fonte: Globo Rural




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