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04/06/2021 - Soja

Projeto com startup gaúcha quer exportar primeira safra de soja zero carbono até 2023


As plantações de soja no Rio Grande do Sul são o principal vetor da economia gaúcha, mas estão longe de ter fama de sustentável. Para mudar essa imagem e dar à commodity o selo de amiga do meio ambiente, uma iniciativa entre Embrapa, a agritech gaúcha Connect Farm e a farmacêutica Bayer quer exportar o primeiro navio de soja com carbono zero do Brasil nos próximos três anos. Segundo Rodrigo Dias, CEO da Connect Farm, o projeto faz parte das vertentes da “agricultura 5.0”.

Desenvolvido pela Bayer, o projeto Carbono + se volta ao agronegócio para traçar um futuro mais sustentável ao campo, apresentando as vantagens do mercado de carbono. É parte de um compromisso que a farmacêutica anunciou de reduzir em 30% das emissões na agricultura global.

Nesse processo, a startup Connect Farm é uma das representantes da Bayer para o desafio de mitigar o CO2 das lavouras de soja. Sob sua tutela e consultoria, a Connect trabalha com 23 lavouras em seis estados brasileiros (RS, SC, PR, SP, GO, MS). Destas, quatro são no Rio Grande do Sul.

“A parceria surgiu para levarmos recomendações que impactam na sustentabilidade. E na soma de todas essas práticas, conseguir sequestrar mais a emissão de carbono e fixar isso no solo através de biomassa. Trabalhamos para conectar tecnologia e sustentabilidade”, conta o CEO da agritech.

Conforme explica, o projeto que tem prazo de três anos está completando seu primeiro em setembro, quando serão medidos os primeiros resultados das lavouras. E a Bayer entra como a compradora do delta de carbono – a diferença entre o quanto produtor emitia e o resultado final.

De acordo com Dias, as práticas podem ser usadas em lavouras de qualquer porte e o que o processo do projeto vigor consiste em escolher uma área do produtor para implementar as mudanças e depois escalonar para a toda a produção.

As principais ações para sequestrar o carbono, segundo Connect Farm, são o não revolvimento do solo; uso de plantas de cobertura, mantendo sempre uma cobertura verde no solo; usar fertilizantes de acordo com o potencial ambiental de cada área, materiais geneticamente adaptados e produtos químicos com menor impacto ambiental.

Pedro Carrizo, especial para o JC
Fonte: Jornal do Comércio - http://tempuri.org/tempuri.html




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