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30/07/2021 - Milho

Quebra da 2ª safra de milho obriga produtor a comprar para cumprir contratos antecipados


O produtor rural Azael Pizzolato Neto plantou 350 hectares de milho neste ano em Casa Branca (SP), na região de Campinas, esperando colher de 130 a 140 sacas por hectare. Colheu apenas 49 sacas na média e teve que comprar no mercado a R$ 100 para honrar seu contrato de venda antecipada fechado em R$ 70. “A plantação sofreu ação da seca, geadas e da cigarrinha. Foi a pior produtividade desde que estou no negócio da família, há cinco anos. Meu pai, que está há 40 anos na atividade, também nunca viu nada igual.”

Edivaldo de Jesus Manttuy, agricultor na região de Santa Fé do Sul, no noroeste paulista, desistiu do milho neste ano, devido à escassez de chuva, e plantou 500 hectares de sorgo, mais resistente à seca e que pode substituir o grão na ração animal. Mesmo assim, teve uma queda de produtividade de 60% e vai colher apenas 20 sacas por hectare. “Depois do plantio, o sorgo recebeu apenas 30 milímetros de chuva, quando o normal seria mais de 100.”

Guilherme Frederico Lamb, produtor de grãos em Maracaí, na região oeste de São Paulo, plantou 240 hectares de milho. Deve colher 75 sacas ante a média de 105 sacas. “Como plantei dentro da janela de cultivo, o milho sofreu poucos impactos da primeira geada, mas a seca castigou bastante este ano. Já a segunda geada foi inesperada e atingiu áreas que não tinham sido afetadas. Os grãos parecem isopor de tão leves. Muitos vizinhos que plantaram com atraso em abril têm áreas com perda total.”

Lamb conta que vendeu antecipadamente 10 mil sacas de sua produção por R$ 45 a R$ 80 e agora espera colher o suficiente para pelo menos cumprir o contrato e não ter que comprar milho no mercado.

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Popr Eliane Silva
Fonte: Globo Rural




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