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25/08/2021 - Milho

Quebra na safrinha faz Paraná entrar na briga para comprar milho


A produção de proteínas animais na região Sul do Brasil tem no Paraná um pilar estruturante no abastecimento de milho. O cereal produzido em território paranaense, principalmente na segunda safra, é crucial para a alimentação animal (especialmente de suínos e aves) em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. O que ninguém contava é que a seca e a geada seriam implacáveis na temporada 2020/21. Em vez das 14,6 milhões de toneladas de milho previstas inicialmente, as lavouras estaduais devem gerar em torno de 6 milhões de toneladas – a menor colheita da última década.

As perdas nas lavouras do Estado se repetem em praticamente todas as regiões. Em Nova Esperança, no Noroeste, Leonardo Pasquini contabiliza os prejuízos nos 120 hectares dedicados ao milho safrinha. O primeiro tropeço foi uma seca de quase dois meses, o que já tinha diminuído o potencial produtivo da lavoura em cerca de 30%. Em julho, três dias seguidos de geada levaram embora mais 30% da colheita. “As espigas estavam novas ainda, com grão leitoso, então além de comprometer a produtividade, também afetou a qualidade”, lamenta o agricultor.

Em Assaí, no Norte do Paraná, Sergio Munh apostou 100 hectares no milho segunda safra. Na região não houve problema de estiagem e o cereal vinha se desenvolvendo bem. “A geada pegou o milho bem no ponto de fazer pamonha [milho verde]. Eu calculo uma quebra de até 60%. O que resta é esperar o ano que vem, torcer para que o clima seja favorável e plantar de novo”, reflete Munh.

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Fonte: Grupo Cultivar




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