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27/04/2021 - Milho

Safrinha pode ter perda de 20%


Continua a preocupação a estiagem prolongada e com o tempo seco que afetam a segunda safra de milho no Brasil, a popularmente chamada “safrinha”. O último boletim do Deral-PR (Departamento de Economia Rural do Paraná) confirmou que algumas regiões do estado da região Sul estão sem chuvas expressivas e de grande abrangência há 50 dias, aponta a Consultoria AgResource Brasil.

“Se a perspectiva de pouca chuva durar até maio, há possibilidade de queda de 20% na produção do cereal, o que reduziria a segunda safra entre 68 e 70 milhões de toneladas, com a colheita total de milho atingindo entre 91 e 93 milhões de toneladas”, apontam os analistas de mercado. 

De acordo com os especialistas, isso cortaria as exportações brasileiras de milho para a temporada 2020/2021 em nove a doze milhões de toneladas. “Isso abriria uma possibilidade de embarques para os Estados Unidos e Ucrânia de agosto a janeiro. Além disso, o Brasil importaria cada vez mais toneladas de milho argentino até julho”, projeta a Consultoria.

A outra atenção do mercado, ressaltam os analistas de mercado da AgResource Brasil, são para as condições climáticas nos Estados Unidos, que está iniciando o plantio de soja e milho. “Por lá, o tempo seco no médio prazo preocupa e temperaturas abaixo de 0°C no cinturão produtor. Porém, os mapas indicam a chegada de chuvas no meio-oeste e a entrada de uma massa de ar seco, o que pode aumentar o ritmo de semeadura no país”, concluem os especialistas.

Clima
Ainda de acordo com a AgResource Brasil, a última atualização de modelo climático norte-americano (GFS) e europeu (ECM) mantém a previsão de tempo para Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso nos próximos 10 dias: “Além disso, os mapas diminuem as chances de chuvas, que haviam sido previstas anteriormente para o Rio Grande do Sul”.

“A previsão do tempo indica um aprofundamento da seca e da perda de umidade, o que deve acabar em cortes significativos de rendimento do milho safrinha. A falta de chuva é sustentada pela oscilação dos padrões tropicais (MJO) que se posiciona na região tropical e oferece chuvas no Norte da América do Sul, porém reduzindo as mesmas no Sul”, finalizam os analistas.

Por Leonardo Gottems
Fonte: Agrolink - http://tempuri.org/tempuri.html




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