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29/07/2021 - Pecuária

Sai o eucalipto, entra o boi


Jurandir de Souza Boa Morte já foi chamado de “magnata do eucalipto” no sul da Bahia por ter formado quase 7.000 ha com essa espécie em sua Fazenda Santa Fé, que soma mais de 8.000 ha e fica no município de Teixeira de Freitas, próximo à divisa com o Espírito Santo.

Com tino comercial invejável, “Seu” Jurandir chegou a ser considerado o maior produtor individual de eucalipto da América Latina. Dedicou-se à cultura de 2009 a 2019, mas, há três anos, decidiu mudar completamente de rumo. Parou de plantar eucalipto e migrou para a pecuária, decisão alicerçada por dois motivos: a crescente valorização do boi e a forte concentração industrial no segmento de papel e celulose, que tornou menos atraente a fixação de contratos para a produção de eucalipto, uma atividade de ciclo longo (6-8 anos, ante 2-3 anos da pecuária de corte).

Enquanto o lucro do eucalipto está em torno R$ 800/ha, o da pecuária atingiu R$ 1.600/ha em 2020, na Fazenda Santa Fé, e deve ultrapassar R$ 2.400/ha em 2021, conforme estimativas da Rehagro Consultoria, de Belo Horizonte, MG, contratada para estruturar o projeto de transição. “Estou passando o trator nas antigas áreas de eucalipto e plantando capim. Vai virar tudo gado, que é mais seguro e tem liquidez imediata”, diz o produtor, que, do alto de seus 79 anos, tem pressa de migrar para a pecuária. Desde que o projeto começou, ele já converteu 3.463 ha em pastos (cerca de 50% da área total de eucalipto), devendo completar o projeto em cinco ou seis anos.

Assista a entrevista AQUI

Por Carolina Rodrigues
Fonte: Portal DBO




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