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06/12/2021 - Outros

Saiba como evitar perdas causadas pelo capim-pé-de-galinha


Uma boa produção exige atenção e zelo ao longo de toda a safra. Se o produtor se descuidar de alguma etapa do processo, pode ter muitos problemas. Uma delas é o manejo, especialmente quando se trata de infestações por plantas daninhas, como o capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), considerado complexa por apresentar biótipos com resistência múltipla a herbicidas. Para auxiliar agricultores a enfrentar essa adversidade, o pesquisador e doutor em Fitotecnia Lucas Heringer Barcellos Júnior, da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), dá orientações sobre os principais pontos que requerem cuidado.

Apesar de existirem muitas espécies daninhas, o capim-pé-de-galinha é uma das mais problemáticas. Com incidência em todo o país, essa planta tem gerado muita dor de cabeça aos produtores, principalmente os mato-grossenses. Na soja, por exemplo, as primeiras aparições delas surgem em setembro, ainda antes do plantio e seguem por toda a safra. “De agora para frente, quem não controlou a planta, vai perder produtividade. Será muito difícil o manejo do pé-de-galinha resistente em pós-emergência da soja. Temos relatos na literatura de que as perdas nesses casos podem chegar a 80%. Se nada for feito, inviabilizará a colheita”, diz pesquisador.

Danos diretos e indiretos
O capim-pé-de-galinha causa danos diretos e indiretos ao produtor. De forma direta, por meio da competição entre as plantas daninhas e as culturas por água, luz e nutrientes, causando consequentemente a diminuição na nutrição do cultivo principal. Os danos indiretos podem ocorrer por essas plantas se tornarem hospedeiras principalmente de pragas e doenças, que, às vezes, ficam ali alojadas nelas e acabam migrando posteriormente para a lavoura.

O que fazer?
Tendo em vista a relevância de manejar a planta daninha, o pesquisador da Fundação MT relata os principais pontos de cuidado que devem ser levados em consideração.  O primeiro ocorre no início da infestação, antes do plantio da soja, e recomenda-se fazer uma boa dessecação com produtos específicos para isso.

O segundo ponto é manejar as daninhas com herbicidas nas épocas específicas indicadas pelos profissionais do setor. “Esse é um ponto muito importante, às vezes o produto funciona bem, mas é aplicado na época errada. Tem que entender os estágios corretos das plantas daninhas, é importante a aplicação do herbicida quando estão mais novas, assim o pré-emergente não permite que novas sementes emerjam”, explica Lucas Barcellos.

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Fonte: AGROemDIA




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